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Rússia repudia "tom e retórica inadmissíveis" dos EUA e Reino Unido sobre a Síria na ONU

A Rússia repudiou hoje "o tom e a retórica inadmissíveis" dos embaixadores dos Estados Unidos e do Reino Unido na ONU, que no domingo acusaram as forças russas na Síria de barbárie e de crimes de guerra.

"Consideramos o tom e a retórica dos representantes do Reino Unido e dos Estados Unidos inadmissíveis e passíveis de prejudicar as nossas relações e o processo de resolução" do conflito, disse à imprensa o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

O porta-voz caracterizou a situação na Síria como "extraordinariamente complicada" e voltou a acusar os rebeldes de utilizarem o cessar-fogo para "se reagruparem e renovarem o seu arsenal" com vista a novas ofensivas.

"Constatamos igualmente que continua a não haver uma separação entre a chamada oposição moderada e os terroristas" em Alepo, acrescentou. "Isso torna a situação extremamente tensa".

Peskov sublinhou contudo que, apesar de os termos do cessar-fogo serem "pouco eficazes", a Rússia "não perde a esperança nem a vontade política" de avançar no processo de paz na Síria.

Durante o fim de semana, os países ocidentais endureceram o tom em relação à Rússia, acusando-a diretamente de organizar a ofensiva em curso contra Alepo.

A embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power, acusou mesmo Moscovo de "barbárie", o embaixador francês, François Delattre, referiu-se a "crimes de guerra" cometidos pelas forças russas que apoiam as do regime sírio na ofensiva em Alepo e o embaixador britânico, Matthew Rycroft, sugeriu uma análise dos factos pelo Tribunal Penal Internacional.

Lusa

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