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Acordo na Colômbia deve garantir justiça para milhões de vítimas, diz Amnistia

O êxito do histórico acordo de paz entre o Governo da Colômbia e a guerrilha das FARC, assinado na segunda-feira, depende da capacidade das autoridades de garantirem compensação para milhões de vítimas do conflito, alertou a Amnistia Internacional.


"Hoje será, com bons motivos, um dia de celebração na Colômbia. As autoridades devem agora garantir que este feito histórico não sofre nenhum descrédito", afirmou Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da organização não governamental de defesa dos direitos humanos.

Para isso, devem assegurar-se "de que todos os responsáveis pelos horrendos crimes de direito internacional cometidos contra milhões de pessoas ao longo de mais de meio século são levados à justiça".

"Os crimes dos que levaram a cabo estes abusos, dos que os ordenaram ou deles beneficiaram, mesmo quando se tratam de pessoas dedicadas ao mundo dos negócios ou da política, não podem nem devem ser descartados", advertiu Guevara-Rosas, citada num relatório da sede regional da Amnistia Internacional (AI) na Cidade do México.

O comunicado afirma que o modelo de justiça de transição que o Governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) acordaram no ano passado vai ajudar a garantir a verdade, justiça e compensação de algumas das vítimas do conflito.

"No entanto, muitas das suas disposições parecem não cumprir o direito e as normas internacionais em relação aos direitos das vítimas. Por exemplo, as penas previstas para quem admita responsabilidade em crimes de guerra contra a humanidade não refletem a gravidade de tais crimes", indicou.

A organização reconheceu que a Colômbia avançou muito desde os seus anos mais violentos, mas alertou que continuam a cometer-se violações dos direitos humanos contra comunidades marginalizadas.

Lusa

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