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Dois incêndios destroem dois milhões de hectares na Sibéria

Dois fogos florestais estenderam-se por dois milhões de hectares na Sibéria, confrontada com uma "seca excecional" neste início de outono, com o aquecimento global em pano de fundo, disse esta terça-feira à agência AFP fonte da Greenpeace.

Questionada pela agência noticiosa, a agência federal russa para a exploração florestal confirmou o problmma, mas não a avaliação da sua amplitude fornecida pela organização ambientalista.

Cerca de 125 mil hectares de floresta estão sob incêndio, segundo os números desta agência federal, que também apontou a influência do aquecimento global e das "condições climáticas anormais".

Um responsável da Greenpeace na Federação Russa, Alexeï Iarochenko, declarou à AFP que, "esta semana, os fogos florestais propagaram-se em cerca de dois milhões de hectares no sul da Sibéria, afetada por uma seca excecional para este período do ano".

Ao analisar a situação, acrescentou: "É uma catástrofe sem precedente (nesta época do ano) na Sibéria, explicável pela ineficácia das autoridades, mas sobretudo pelo aquecimento global".

O pico dos incêndios ocorreu na última quinta-feira, quando as regiões de Krasnoiarsk e Irkoutsk, junto do lago Baical, onde vivem cerca de cinco milhões de pessoas, foram cobertos por fumo espesso, detalhou Iarochenko. O fumo obrigou mesmo à suspensão da navegação fluvial.

Dedde então, as muito aguardadas chuvas permitiram uma redução da amplitude dos fogos florestais, mas "cerca de 900 mil hectares continuam a ardeer hoje".

As escolas de Oust-Kout, uma cidade de 50 mil habitantes a noroeste do lago, estão encerradas desde segunda-feira, acrescentou.

O diário governamental Rossiiskaia Gazeta evocou hoje a existência de "fogos florestais importantes na Sibéria", designadamente nas regiões de Bouriatie, Irkoutsk e Bratsk, em torno do Baical.

No domingo, o ministro das Situações de Emergência russo, Vladimir Poutchkov, exigiu medidas suplementares para proteger as zonas afetadas e deplorou "a impossibilidade de avaliar realmente a superfície dos territórios incendiados".

Lusa

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