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Oposição teme que guerrilheiros das FARC imigrem para a Venezuela

A oposição venezuelana alertou esta terça-feira para a possibilidade de a guerrilha colombiana imigrar para território venezuelano, após a assinatura do acordo entre as subversivas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o Governo do Presidente Juan Manuel Santos.

"Desde a Mesa de Unidade Democrática (MUD - aliança opositora) fazemos um apelo para refletirem sobre as consequências que trará a assinatura do acordo. Celebramos o desmantelamento de mais um conflito, mas esperamos que não seja transladado para a Venezuela", disse o secretário -geral da MUD.

Jesus Chuo Torrealba vincou que as FARC são compostas por quase 15 mil pessoas, que durante toda a sua vida mataram, roubaram, sequestraram e traficaram drogas e que, "desse número, apenas poucas conseguirão incluir-se na sociedade (colombiana), após este acordo" de paz.

"Se essas pessoas não poderem continuar a cometer delitos na Colômbia, para onde vão? O mais seguro é que venham para cá, onde têm tido um Governo 'alcahueta' (encobridor), que lhes tem permitido entrar e sair quando querem e, além disso, ser os donos de várias zonas", disse aos jornalistas.

Segundo a MUD, o Governo do Presidente Nicolás Maduro deveria estar a ativar todos os mecanismos de segurança para proteger a Venezuela, mas, "em vez disso, o que existe é a segurança do Estado a perseguir os dirigentes políticos (da oposição)".

É frequente, na Venezuela, atribuírem a autoria de alguns sequestros de pessoas a militantes das FARC, do Exército de Libertação Nacional e outros grupos subversivos colombianos.

Alguns desses sequestros, segundo fontes não oficiais, ocorrem nas zonas e Estados próximos da fronteira colombo-venezuelana, como Táchira, Zúlia e Apure, mas também em Carabobo, Barquisimeto e em Cojedes (todos no centro do país) e em Caracas, a capital da Venezuela.

A Venezuela e a Colômbia partilham 2.219 quilómetros de fronteira bilateral.

A assinatura do acordo de paz, realizada na segunda-feira, põe fim a 52 anos de um conflito armado que provocou pelo menos 220.000 mortos e quase sete milhões de deslocados.

Lusa

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