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Amnistia considera anulação do julgamento do massacre de Carandiru um golpe aos direitos humanos

A Amnistia Internacional qualificou esta quinta-feira de "duro golpe" nos direitos humanos a decisão judicial de anular o julgamento de 73 policiais envolvidos no massacre de Carandiru, que provocou a morte a 111 detidos, em 1992.

"A decisão representa um duro golpe na Justiça e nos direitos humanos", denunciou, em comunicado, a organização internacional.

A decisão tribunal foi tomada a pedido da defesa dos agentes, que solicitava a anulação do julgamento e a absolvição dos arguidos, mas o Ministério Público determinou apenas a anulação dos júris, logo, os polícias terão direito a um novo júri.

"O facto de 111 prisioneiros terem sido mortos e 24 anos depois ninguém ter sido responsabilizado não só é chocantes, como dá uma má imagem sobre a situação dos direitos humanos no Brasil", disse o diretor da Amnistia Internacional no Brasil, Atila Roque.

O massacre da prisão de Carandiru tornou-se no emblema da impunidade judicial no Brasil, porque até agora nenhum dos alegados autores dos crimes foi preso.

A 02 de outubro de 1992, a polícia reprimiu com extrema violência um motim na maior e sobrelotada prisão do Brasil, onde estavam cerca de 8.000 pessoas.

Lusa

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