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Presidente da Turquia sugere manter estado de emergência por um ano

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sugeriu esta quinta-feira que pode ser necessário manter por pelo menos um ano o estado de emergência decretado após a tentativa de golpe de Estado de julho.

As declarações de Erdogan foram feitas um dia depois de ter presidido a uma reunião do principal órgão de segurança nacional turco, que pediu que o estado de emergência, que expira em outubro, seja prolongado.

"Foi constatado que um período de três meses não é suficiente. É do interesse da Turquia prolongar o estado de emergência por mais três meses", disse Erdogan, numa declaração transmitida pela televisão.

"Talvez 12 meses não sejam suficientes", acrescentou.

O estado de emergência constitui o fundamento legal para a vaga de repressão empreendida pelo Estado turco contra os alegados autores e cúmplices da tentativa de golpe de 15 de julho, orquestrada, segundo Erdogan, pelo pregador muçulmano Fethullah Gulen, que nega qualquer relação com os factos.

O ministro da Justiça, Bekir Bozdag, disse na quarta-feira que até ao momento 32.000 suspeitos estão sob custódia por alegadas ligações a Gulen.

Recep Tayyip Erdogan justificou a necessidade do estado de emergência com o combate ao ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e à organização de Gulen, que Ancara designa como FETO.

O Presidente defendeu ainda o prolongamento do estado de exceção citando medidas semelhantes tomadas pelo Governo de França após os atentados de novembro em Paris.

"Alguém no mundo pergunta a França porque declarou o estado de emergência por um ano?", questionou.

Lusa

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