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Colombianos votam no domingo sobre acordo de paz histórico

© Reuters

Os colombianos vão às urnas no domingo para se pronunciarem sobre o histórico acordo de paz com os guerrilheiros das FARC, num plebiscito que pode pôr um fim definitivo a 52 anos de conflito armado.

A consulta aos eleitores foi promovida pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, argumentando que devem ser os colombianos a ter "a última palavra" neste processo.

O histórico acordo, assinado na segunda-feira em Cartagena por Juan Manuel Santos e pelo comandante supremo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Rodrigo Londoño, prevê, entre mais de 150 pontos, prazos e locais para o desarmamento das guerrilhas.

"O que estamos a assinar aqui é uma declaração do povo colombiano perante o mundo em como estamos cansados de guerra (...) em como não aceitamos a violência como um meio de defendermos as nossas ideias", declarou na altura Juan Manuel Santos, enquanto Londoño, conhecido pela alcunha "Timochenko", deixou a garantia que o seu movimento vai continuar a fazer política, mas sem armas.

Apesar de a constituição colombiana não exigir uma consulta ao eleitorado colombiano, o Presidente insistiu num plebiscito, que classificou como "provavelmente a decisão de voto mais importante que cada um dos colombianos terá de tomar em toda a sua vida".

No domingo, os colombianos terão de responder "sim" ou "não" à seguinte pergunta: "Apoia o acordo final para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura?".

Para que o acordo de paz seja aprovado pelos eleitores, a opção "sim" terá de obter pelo menos 13,5% dos recenseados, ou seja um mínimo de 4.536.992 votos.

Nas eleições presidenciais de 2014, Juan Manuel Santos foi reeleito com 7.836.987 votos contra os 7.029.845 de Óscar Iván Zuluaga, o candidato do partido Centro Democrático, que defende o "não" nesta consulta.

Em junho, Juan Manuel Santos defendeu a opção de um plebiscito e não de um referendo, afirmando que, entre outras razões mais técnicas, este plebiscito apenas precisa do "sim" de 13,5% dos recenseados, enquanto o outro tipo de consulta exige 25% do eleitorado.

O ex-presidente Álvaro Uribe (e o seu partido, o Centro Democrático) considera a consulta "ilegítima", precisamente porque, ao aprová-la, o Congresso colombiano fixou o limite mínimo em 13,5% dos eleitores e não os 50% mais um dos votantes, como é habitual neste tipo de consultas. Líder da campanha pelo "Não", Uribe argumenta que aprovar o acordo dará "total impunidade" às FARC.

Até ao momento nenhuma das sondagens de intenção de voto é favorável ao "não", que previsivelmente alcança entre 34 e 38% do eleitorado, contra os 54 a 62% do "Sim".

As FARC realizaram na semana passada uma conferência na qual foi formalmente aprovado o acordo de 297 páginas com o Governo colombiano, bem como uma moção para depor as armas e outra para converter o movimento num partido político.

Segundo um relatório publicado em 2013 pelo Centro Nacional de Memória Histórica, o conflito na Colômbia causou pelo menos 220 mil mortos, 5,7 milhões de deslocados, 25 mil desaparecidos e 27 mil sequestrados, crimes em grande parte cometidos pelas FARC.

Lusa

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