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Há um novo culpado pela emissão de gases com efeito de estufa

Construção da barragem do Alqueva, no Alentejo, 2001.

(Reuters/Arquivo)

Más notícias para o ambiente: os cientistas descobriram que as barragens e os reservatórios emitem dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases com efeito de estufa que provoca o aquecimento global do planeta.

Barragens e reservatórios que são construídas para armazenar energia hidroelétrica "limpa" e regar as colheitas produzem afinal toneladas de gases com efeito de estufa todos os anos - 1,3% do total da pegada ecológica humana.

O estudo dos investigadores da Washington State University vai ser publicado na próxima semana na revista Bioscience.

Os gases com efeito de estufa - dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), clorofluorcarbonetos (CFCs), ozono (O3) e óxido nitroso (N2O) - estão na origem do aquecimento global do planeta que está a atingir valores recorde.

Os maiores emissores são a China (20% do total) e os EUA (18%).

Portugal - que hoje ratificou o Acordo de Paris para as alterações climáticas - representa cerca de 0,12% das emissões mundiais, com 65 milhões de toneladas por ano, mas está integrado na União Europeia, responsável por cerca de 12% das emissões totais.

Terra pode ficar intoleravelmente quente com a atual concentração gases

A Terra pode ficar intoleravelmente quente, mesmo se os gases com efeito de estufa (GEE) na atmosfera permanecerem nos níveis atuais, segundo a primeira reconstituição das temperaturas terrestres ao longo de dois milhões de anos, divulgada hoje.

"A estabilização dos níveis atuais dos gases com efeito de estufa pode colocar a Terra numa trajetória de aquecimento de cinco graus Celsius (5ºC) no próximo milénio", concluíram os autores do estudo publicado na revista científica Nature.

Este é o valor médio do previsto intervalo de aquecimento, situado entre 3ºC e 7ºC.

Mesmo um aquecimento global de 3ºC, no longo prazo, pode desencadear um turbilhão de impactos das alterações climáticas, incluindo tempestades marítimas, reforçadas pela subida do nível das águas, ondas de calor mortíferas e inundações severas, especificou-se no estudo.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) já avançou que as atuais concentrações do principal gás com efeito de estufa, o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera, que já supera as 400 partes por milhão (ppm), vão forçar um aquecimento global médio da temperatura média entre 2ºC e 2,4ºC em relação ao nível pré-industrial.

As ppm referem-se à representação dos gases por milhão de moléculas.

O valor de referência para esta subida da temperatura considerado um limite para permitir alguma segurança à humanidade em muitas regiões é os 2ºC.

Mas uma recente intensificação de eventos climáticos extremos forçou os líderes mundiais a inscreverem um objetivo ainda mais exigente, incluindo a expressão "bem abaixo dos 2ºC" no Acordo de Paris, alcançado por 195 Estados, em dezembro.

O planeta já aqueceu 1ºC acima da temperatura de referência, a do período pré-industrial, e pode chegar aos 1,5ºC dentro de uma década, afirmaram cientistas, numa conferência em Oxford na semana passada.

Este novo estudo, da paleoclimatóloga Carolyn Snyder, do Programa Interdisciplinar em Ambiente e Recursos da Universidade de Stanford, no Estado norte-americano da Califórnia, é o primeiro a juntar um registo contínuo de médias de temperaturas terrestres desde há dois milhões de anos.

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