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Índia evacua aldeias na fronteira com o Paquistão

A Índia evacuou hoje aldeias localizadas perto da fronteira com o Paquistão, um dia depois de ter anunciado que levou a cabo raides na disputada região de Caxemira.


As autoridades do Pendjab indiano (noroeste) supervisionavam a retirada de milhares de residentes das aldeias situadas num raio de dez quilómetros paralelo à fronteira paquistanesa.

Mil localidades, divididas por seis distritos da província de Pendjab ao longo da cerca de arame farpado, podem ser afetadas.

A Índia teme represálias por parte do Paquistão às operações militares de quinta-feira que descreveu como "ataques cirúrgicos"

De trator, de camião, ou de moto, famílias inteiras seguem em direção a acampamentos temporários, onde "foi feito o necessário para que os residentes retirados não encontrem qualquer problema", declararam as autoridades de Pendjab.

Nova Deli anunciou na quinta-feira que o seu exército realizou uma série de "ataques cirúrgicos" ao longo da fronteira de facto com o Paquistão, em Caxemira, região disputada pelas duas potências nucleares.

O Paquistão classificou no mesmo dia como "falsas, inventadas e irresponsáveis" as declarações da Índia, negando que tenham acontecido.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, convocou o conselho de ministros hoje, com a tensão com a Índia na ordem do dia.

A região de Caxemira registou, há uma semana, o incidente mais grave dos últimos 15 anos, com um ataque a uma base militar indiana, no qual morreram 18 soldados.

O exército indiano atribuiu o ataque ao grupo rebelde Jaish-e-Mohammad, com base no Paquistão.

Diferentes grupos separatistas combatem, há várias décadas, a presença na região do exército indiano, com meio milhão de soldados, reivindicando a independência do território ou a sua integração no Paquistão.

A Índia e o Paquistão reivindicam a soberania sobre toda a região montanhosa de Caxemira, dividida entre os dois países após o fim do domínio britânico, em 1947.

Dezenas de milhares de pessoas, na grande maioria civis, já morreram no conflito.

Lusa

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