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Presidenciais em Cabo Verde registam maior taxa de abstenção na história do país

As eleições presidenciais deste domingo em Cabo Verde registaram uma taxa de abstenção de 63,6%, a mais alta da história eleitoral do país, segundo os dados provisórios.

De acordo com resultados provisórios divulgados no site oficial sobre as eleições presidenciais (www.eleicoes.gov.cv), quando estavam contabilizadas 90% das 1.265 mesas de voto, a taxa de abstenção situava-se em 63,6 por cento, a maior a nível de todas as eleições (presidenciais, legislativas e autárquicas) realizadas no país, seis de cada em 25 anos.

De acordo com os dados provisórios, Jorge Carlos Fonseca foi reeleito Presidente da República de Cabo Verde à primeira volta, com 74% dos votos, à frente de Albertino Graça (22,6%) e Joaquim Monteiro (3,4%).

Nas primeiras eleições presidenciais democráticas realizadas em Cabo Verde, em 1991, a taxa de abstenção foi de 38,6%, a menor ao nível das presidenciais.

Nessas eleições, António Mascarenhas Monteiro foi eleito pela primeira vez, ao derrotar o então presidente Aristides Pereira, ambos já falecidos.

Cinco anos mais tarde, 54,3% dos cabo-verdianos não foram às urnas, no escrutínio que reelegeu António Mascarenhas Monteiro, que desta vez concorreu sozinho.

Nas duas vezes que que Pedro Pires foi eleito chefe de Estado cabo-verdiano, a abstenção situou-se nos 48,3% na 1ª volta e 41,04% na 2ª volta, em 2001, e nos 41 por cento em 2006.

Há cinco anos, Jorge Carlos Fonseca foi eleito numa votação que teve 46,3 por cento de abstenção na primeira volta e 54,3 por cento na segunda volta, que igualou a maior taxa até agora nas presidenciais do país.

Ao nível das legislativas, a maior taxa de abstenção situa-se nos 45,8 por cento, registada no escrutínio realizado em 2006, e a menor em 23,98%, obtida em 2011.

Já nas autárquicas, a eleição em que a maior parte dos cabo-verdianos não foi às urnas (45,6%) foi nas primeiras, realizadas em 1991.

Relativamente à história eleitoral do país, a menor taxa de abstenção foi de 19,45 por cento, registada nas eleições autárquicas de 18 de maio de 2008.

Lusa

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