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Mais de 200.000 afegãos regressaram do Paquistão em 2016

Mais de 200.000 refugiados afegãos saíram este ano do Paquistão para regressar ao Afeganistão, quase metade deles só em setembro, o número mais alto desde que os Estados Unidos depuseram o regime talibã em 2002, anunciou esta terça-feira a ONU.

O número crescente de regressos regista-se depois de o Paquistão ter reforçado o controlo nas fronteiras, em junho, e acentuado o controlo de documentos de cidadãos afegãos a residir no país.

A maioria - mais de 185.000 - regressou a partir de julho e quase 98.000 em setembro, precisou um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Qaisar Khan Afridi, citado pela agência France-Presse.

"De janeiro até hoje, o número de refugiados que regressaram voluntariamente ao Afeganistão ultrapassou os 200.000", disse.

O fluxo parece manter-se em outubro, com as autoridades a registar cerca de 5.000 regressos diários desde o dia 1.

Segundo dados da Amnistia Internacional divulgados hoje, o Paquistão acolhe 1,6 milhões de refugiados, o que faz do país o terceiro maior recetor de refugiados do mundo.

Segundo o ACNUR, no entanto, o número deve ser revisto em baixa e situar-se-á atualmente nos 1,4 milhões.

Além dos controlos paquistaneses, o ACNUR cita várias razões para o regresso dos afegãos, nomeadamente apreensão quanto ao futuro no Paquistão e a insegurança que se vive no país.

Outro fator apontado é a decisão de junho do ACNUR de duplicar o subsídio pago a cada pessoa que regressa voluntariamente de 200 para 400 dólares (de 180 para 360 euros) e uma campanha do Governo afegão apelando para o regresso dos seus cidadãos.

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite