sicnot

Perfil

Mundo

Presidente das Filipinas diz a Obama para "ir para o inferno"

reuters

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse hoje ao Presidente norte-americano, Barack Obama, para "ir para o inferno", ao ameaçar pôr fim à aliança de décadas com os Estados Unidos em favor da China ou da Rússia.

A tirada surge na altura em que as Filipinas e os Estados Unidos iniciaram as suas manobras militares anuais conjuntas, que Duterte já tinha avisado poderiam ser as últimas da sua presidência, em resposta a críticas dos Estados Unidos à sua sangrenta guerra ao crime.

"Perdi o respeito pela América", disse Duterte, queixando-se em dois discursos sobre os apelos feitos por Estados Unidos, Nações Unidas e União Europeia para as Filipinas respeitarem os direitos humanos.

"Senhor Obama, pode ir para o inferno", acrescentou.

Duterte também classificou os norte-americanos como "hipócritas" e advertiu de que poderá chegar o dia em que ele rompa totalmente a aliança entre as duas nações, que inclui um acordo de defesa mútua.

"Mais cedo ou mais tarde no meu mandato, poderei cortar laços com a América. Prefiro recorrer à Rússia ou à China. Mesmo que não concordemos com a sua ideologia, elas têm respeito pelas pessoas. O respeito é importante", sublinhou.

O líder filipino, que assumiu o cargo a 30 de junho, tem dito que a principal prioridade do seu mandato de seis anos é erradicar as drogas ilegais da sociedade e que "massacrará com gosto" três milhões de toxicodependentes para alcançar o seu objetivo.

Até agora, mais de 3.000 pessoas morreram na guerra ao crime, de acordo com números oficiais, enquanto os grupos de direitos humanos alertam para a existência de esquadrões da morte formados por vigilantes que perpetram assassínios em massa e para um colapso generalizado do Estado de direito.

Apesar da retórica feroz, Duterte insiste em afirmar que não está a violar quaisquer leis, que a polícia só está a matar em legítima defesa e que muitas das outras mortes são resultantes de guerras entre gangues.

Lusa

  • Presidente das Filipinas manda a UE "para um sítio"
    1:29

    Mundo

    O Presidente das Filipinas voltou a fazer das suas. Depois de ter insultado Barack Obama, Rodrigo Duterte disse à UE "que se f..." ao ser criticado sobre resolução. O Presidente exige respeito da União Europeia. Contudo, não poupa críticas aos eurodeputados que aprovaram uma resolução contra o tráfico ilegal de drogas e que aponta o exemplo filipino como à margem da lei.

  • Presidente das Filipinas insulta Barack Obama
    2:09

    Mundo

    Um incidente diplomático marcou o arranque do encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático. O Presidente das Filipinas insultou Barack Obama, que cancelou o encontro que estava marcado para esta terça-feira com Rodrigo Duterte. A Casa Branca já garantiu que as relações entre os Estados Unidos da América e as Filipinas continuam sólidas.

  • Traço contínuo às curvas
    2:42
  • Quando se pode circular pela esquerda? A GNR explica (e fiscaliza)
    5:46

    Edição da Manhã

    A regra aplica-se a autoestradas e outras vias com esse perfil mas dentro das localidades há exceções. A Guarda Nacional Republicana está a promover em todo o território nacional várias ações de sensibilização e fiscalização no sentido de prevenir e reprimir a circulação de veículos pela via do meio ou da esquerda quando não exista tráfego nas vias da direita. O major Paulo Gomes, da GNR, esteve na Edição da Manhã. 

  • Jovens impedidas de embarcar de leggings

    Mundo

    A moda das calças-elásticas-super-justas volta a fazer estragos. Desta vez nos EUA onde duas adolescentes foram impedidas de embarcar num voo da United Airlines devido à indumentária, que não cumpria com as regras dos tripulantes ou acompanhantes da companhia aérea norte-americana.

    Manuela Vicêncio

  • Cristas calcula défice de 3,7% sem "cortes cegos" das cativações
    0:45

    Economia

    Assunção Cristas diz que o défice de 2,1% só foi conseguido porque o Governo fez cortes cegos na despesa pública. Esta manhã, depois de visitar uma unidade de cuidados continuados em Sintra, a presidente do CDS-PP afirmou que, pelas contas do partido, sem cativações, o défice estaria nos 3,7%.

  • O pedido de desculpas de Dijsselbloem
    2:12

    Mundo

    O Governo português continua a mostrar a indignação que diz sentir perante as declarações do presidente do Eurogrupo. O ministro dos Negócios Estrangeiros português garante que com Dijsselbloem "não há conversa possível". Jeroen Dijsselbloem começou por recusar pedir desculpa mas depois cedeu perante a onda de indignação.