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Ativista Joshua Wong detido na Tailândia

O ativista pró-democracia de Hong Kong Joshua Wong foi detido ao chegar à Tailândia, onde ia participar em eventos que assinalam o aniversário da repressão militar, informou hoje o seu partido, Demosisto.

Wong, de 19 anos, um dos rostos do 'movimento dos guarda-chuvas', foi detido no aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque, na terça-feira à noite, informou o Demosisto em comunicado, citando o ativista tailandês Netiwit Chotipatpaisal, que se ia encontrar com o jovem de Hong Kong no aeroporto.

O Demosisto "condena veementemente o Governo tailandês por limitar de forma irrazoável a liberdade e o direito de Wong de entrar [no país] e solicita a libertação imediata de Wong", indica o comunicado.

De acordo com a sua página de Facebook, Netiwit deslocou-se ao aeroporto na terça-feira à noite para se encontrar com Wong, mas após esperar várias horas um funcionário da companhia aérea disse-lhe que o jovem ativista tinha sido detido.

"Perguntámos depois à polícia turística, que nos disse que ele estava detido na imigração e que não podíamos contactar com o Joshua", escreveu.

A polícia "disse-nos que havia uma carta escrita pelo Governo chinês para o Governo tailandês acerca desta pessoa".

Contactado pela agência AFP, o chefe da polícia de imigração tailandesa disse não estar ainda informado sobre o incidente.

A detenção surge quase um ano depois de um livreiro de Hong Kong ter desaparecido na Tailândia, onde se encontrava de férias.

O livreiro voltou a aparecer na China, juntamente com vários outros colegas detidos pelas autoridades chinesas por venderem livros críticos dos líderes chineses.

Wong foi um dos três líderes estudantis condenados em agosto por tentarem entrar no complexo governamental de Hong Kong em 2014, um evento que precedeu os protestos pró-democracia que paralisaram a cidade por mais de dois meses.

Em 2016, cofundou o Demosisto, um partido que apela a um referendo sobre o futuro de Hong Kong, incluindo a opção de independência.

Nathan Law, colega de Wong no Demosisto, tornou-se no mês passado o mais jovem deputado de Hong Kong, aos 23 anos.

Wong planeava discursar num evento na quinta-feira em Banguecoque, assinalando o 40.º aniversário de um massacre de estudantes pró-democracia por forças de seguranças e milícias leais à família real tailandesa.

O massacre de Thammasat, a 06 de outubro de 1976, continua a ser um tema sensível na história da Tailândia, um país governado pelo exército desde o golpe de 2014.

Os líderes militares têm-se aproximado de Pequim, que ofereceu apoio diplomático e significativo investimento a Banguecoque.

Instando a uma libertação imediata de Wong, Sophie Richardson, diretora da Human Rights Watch para a China, disse que a sua detenção "sugere, infelizmente, que Banguecoque está disposta a cumprir as ordens de Pequim".

Em julho de 2015, a Tailândia deportou mais de 100 membros da minoria uigur que fugiam da China.

Grupos de defesa dos direitos humanos defendem que a minoria muçulmana é fortemente reprimida na China e há vários anos que usa a Tailândia como rota para fugir do país para a Turquia e outros destinos.

No mês seguinte, uma bomba explodiu num popular templo no centro de Banguecoque, matando 20 pessoas, a maioria turistas chineses.

Dois homens em julgamento pelo ataque são uigures, apesar de o Governo tailandês dizer que não há relação entre a deportação e o atentado.

Lusa

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