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FARC e Governo mantêm cessar-fogo e admitem "ajustamentos" ao acordo de paz

© John Vizcaino / Reuters

A guerrilha das FARC e o Governo colombiano comprometeram-se hoje a manter um cessar-fogo "bilateral e definitivo" e a promover "ajustamentos" ao acordo de paz, após a sua rejeição por referendo na Colômbia.

"Reiteramos o nosso compromisso (...) em manter o cessar-fogo bilateral e definitivo decretado em 29 de agosto passado", indica um comunicado conjunto dos negociadores que desde 2012 promovem conversações de paz em Havana.

As duas partes referiram ainda estarem dispostas a concretizar "ajustamentos" ao acordo assinado em 26 de setembro, mas rejeitado no domingo pelos colombianos num referendo com forte abstenção de 62%, motivando novas incertezas no desfecho do processo de paz.

Este anúncio surge no dia da atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Presidente colombiano Juan Manuel Santos, celebrada por políticos de diversos setores pelo apoio que implica ao atual processo de paz, destinado a terminar com um conflito com mais de 50 anos.

O complexo conflito armado colombiano implicou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), formadas em 1964 na sequência de uma revolta camponesa, e outras guerrilhas de extrema-esquerda, milícias paramilitares de extrema-direita, grupos com ligações ao narcotráfico e as forças armadas.

A violência causou mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

Lusa

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