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Presidente da Colômbia Nobel da Paz

Nobel da Paz é sinal para futuro da Colômbia

Os esforços para pôr fim a uma guerra civil com mais de 50 anos valeram a Juan Manuel Santos a distinção do Comité Nobel Noruguês.

O Prémio Nobel da Paz 2016 foi atribuído ao presidente colombiano, anunciou esta manhã o comité norueguês, em Oslo.

Juan Manuel Santos é distinguido pelos seus esforços por alcançar a paz e a reconciliação no pais, depois de 52 anos de guerra civil.

Apesar do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) ter sido chumbado em referendo, Juan Manuel Santos mantém a intenção de negociar um acordo que ponha fim ao conflito armado mais longo da América Latina.

O Comité Nobel de Oslo sublinha que esta distinção é também um sinal para o futuro da Colômbia.

O prémio deve ser visto "como um tributo ao povo colombiano, que apesar de grandes dificuldades e abusos, não perdeu a esperança de uma paz justa", assim como a todas as partes que contribuíram para o processo de paz, pode ler-se no comunicado do comité. "Este tributo é prestado, não menos importante, aos representantes das inúmeras vítimas da guerra civil", que fez mais de 220 mil mortos e seis milhões de deslocados.

O Nobel da Paz distingue a pessoa ou organização que mais tenha trabalhado "pela fraternidade entre nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pela organização ou realização de congressos de paz", segundo o testamento do criador dos prémios, Alfred Nobel.

Este ano, o Comité Nobel recebeu um número recorde de candidaturas ao Nobel da Paz, 376, dos quais 228 pessoas e 148 organizações.

O Nobel da Paz é o único atribuído fora de Estocolmo, de acordo com a decisão de Alfred Nobel, já que na época a Noruega integrava o Reino da Suécia.

A entrega dos Nobel realiza-se, de acordo com a tradição, em duas cerimónias paralelas, a 10 de dezembro, em Oslo para o prémio da Paz e em Estocolmo para os restantes, data de aniversário da morte do químico e industrial sueco.

Com Lusa

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