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Rússia ameaça vetar projeto de resolução francês sobre Alepo

A Rússia ameaçou esta sexta-feira bloquear um projeto de resolução na ONU proposto pela França que prevê um cessar-fogo na cidade síria de Alepo e a proibição de sobrevoo de todos os aviões militares naquela zona.

"Não posso ver como podemos simplesmente deixar passar esta resolução", declarou aos jornalistas o embaixador russo junto da ONU, Vitali Churkin, quando questionado sobre o eventual uso por parte de Moscovo do seu direito de veto.

A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, a par dos Estados Unidos, China, Reino Unido e França, tem poder de veto.

Após uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança sobre a situação na Síria, Vitali Churkin considerou que a proposta francesa foi "preparada à pressa", acrescentando: "Acho que não foi projetada para fazer progressos, mas para ter um veto russo" durante a votação prevista para sábado.

Os membros do Conselho de Segurança estão a negociar há uma semana um projeto de resolução que visa acabar com os intensos bombardeamentos contra a cidade síria sitiada de Alepo, para permitir a entrega de ajuda humanitária e proibir o sobrevoo de todos os aviões militares.

O embaixador de França junto da ONU, François Delattre, referiu por seu lado que existe um "apoio muito forte" da resolução por parte dos 15 membros que integram o Conselho de Segurança e que "não há tempo a perder" perante a situação dramática em curso em Alepo.

Após um encontro com o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault, sublinhou que a votação de sábado vai ser um "momento de verdade para todos os membros do Conselho de Segurança".

Antiga capital económica da Síria, Alepo está dividida desde 2012 entre as forças pró-regime de Damasco (oeste) e as forças rebeldes (leste). A cidade tornou-se um ponto crucial no conflito civil sírio que já fez mais de 300.000 mortos desde 2011.

O regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, e os seus aliados russos lançaram há duas semanas uma grande ofensiva sobre os bairros rebeldes de Alepo, com bombardeamentos de grande violência.

Lusa

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