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Ativista yazidi Nadia Murad recebe Prémio de Direitos Humanos Vaclav Havel

Reuters

O Prémio de Direitos Humanos Vaclav Havel de 2016 foi hoje atribuído à ativista de direitos humanos da comunidade yazidi Nadia Murad na abertura da sessão plenária da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, divulgou esta instituição.

Nadia Murad foi raptada em 2014, quando tinha 21 anos, pelo grupo extremista Estado Islâmico, juntamente com milhares de outras mulheres e crianças no norte do Iraque e esteve sequestrada três meses, durante os quais sofreu abusos, antes de conseguir fugir para a Alemanha, segundo o comunicado do Conselho da Europa.

Desde então, Nadia Murad tornou-se uma ativista dos direitos humanos "trazendo para o primeiro plano da atenção internacional a situação da comunidade yazidi, em particular a escravidão sexual e tráfico de seres humanos de mulheres e crianças", adianta.

Nomeada em setembro a primeira embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para a Dignidade dos Sobreviventes do Tráfico de Seres Humanos, Nadia Murad recebeu hoje os 60.000 euros do prémio numa cerimónia no Palácio da Europa em Estrasburgo.

O prémio é anual e foi atribuído pela primeira vez em 2013 pela Assembleia Parlamentar, em parceria com a Biblioteca Vaclav Havel e a Fundação Carta 77, para recompensar a defesa dos direitos humanos, e inclui um troféu e um diploma.

Vaclav Havel, o dramaturgo e presidente da Checoslováquia, símbolo da oposição à ditadura, que deu o nome ao prémio, faria este ano 80 anos e o "seu legado é mais relevante que nunca", declarou o presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Pedro Agramunt, durante a cerimónia.

Agramunt lembrou que Havel alertou para "o perigo do ódio e do preconceito", bem como para a "importância da tolerância", apelando a um regresso "à sua mensagem".

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