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Atentado anti-xiita faz 14 mortos e 36 feridos em Cabul

Um ataque armado fez pelo menos 14 mortos e 36 feridos esta terça-feira em Cabul, entre peregrinos xiitas concentrados numa mesquita para celebrar a festa da Achura, uma das mais importantes do calendário xiita.

Segundo o Ministério do Interior afegão, 13 dos mortos no tiroteio eram civis, um deles uma criança, e o outro era um polícia, e há 19 mulheres entre os feridos.

O porta-voz do ministério, Sediq Sediqqi, citado pela agência de notícias francesa, AFP, garantiu que o atentado foi perpetrado por "um único atacante", que lançou granadas antes de abrir fogo e de ser, por sua vez, abatido pelas forças de segurança.

Várias fontes tinham referido que eram três ou quatro os atacantes, alguns dos quais abatidos, outros procurados pelas forças especiais que acorreram para reforçar a segurança.

O chefe da polícia de Cabul, Abdul Rahman Rahimi, havia indicado, na confusão, que um número indeterminado de atacantes tinha disparado e atirado diversas granadas sobre a multidão na mesquita de Karte Sakhi e que um dos atacantes teria sido morto no início do ataque e pelo menos um outro estaria encurralado no interior da mesquita.

A mesquita de Kahte Sakhi, onde ocorreu o ataque depois do anoitecer, situa-se na parte ocidental da capital afegã, perto da Universidade de Cabul, onde residem muitos elementos da minoria xiita.

A ameaça de atentado contra esta população e contra os lugares de culto xiita foi considerada particularmente elevada por ocasião destas celebrações, e muitas embaixadas estrangeiras limitaram os seus movimentos e deslocações até ao final da semana em Cabul.

A Achura, que será celebrada na quarta-feira, assinala a morte do imã Hussein, neto do profeta Maomé, assassinado em 680 e cujo fim trágico constitui um episódio fundador do xiismo.

Desde sexta-feira passada, os jovens percorrem as ruas do seu bairro de mota ou em automóvel brandindo a grande bandeira negra que representa o martírio de Hussein.

Para os xiitas de todo o mundo, esta celebração é o símbolo da luta contra a opressão.

O atentado de hoje não foi ainda reivindicado.

O último atentado que teve como alvo a minoria xiita afegã, a 23 de julho, em Cabul, fez 84 mortos e 130 feridos durante uma manifestação pacífica e foi reivindicado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

Num comunicado divulgado hoje à noite, o Presidente afegão, Ashraf Ghani, condenou o atentado, declarando que "qualquer ataque a lugares de culto ou civis representa um crime contra a humanidade" e quis "assegurar à população que o Governo tomará todas as medidas ao seu alcance para garantir a segurança durante a celebração da Achura", na quarta-feira.

O chefe de Estado apelou, por último, "às comunidades sunita, xiita e todos os muçulmanos para que ajudem a identificar aqueles que conspiram contra a unidade do Afeganistão e se ergam para os deter".

Lusa

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