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Turquia rejeita ordens do Iraque sobre tropas destacadas em Mossul

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou esta terça-feira que "não aceitará ordens do Governo iraquiano" relativas às tropas turcas destacadas perto da cidade de Mossul e recordou que foi Bagdad quem pediu a presença dos militares.

Erdogan disse que foi o primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, quem fez esse pedido, e criticou que agora exija a retirada dessas tropas.

"Agora, está a dizer-nos que nos vamos embora, mas o exército turco não perdeu tanto prestígio que tenha de aceitar ordens suas", afirmou Erdogan dirigindo-se a Al-Abadi durante uma intervenção num encontro de líderes islâmicos.

"Conhece os teus limites: Não és meu interlocutor, não estás ao meu nível, não tens os meus quilates, não tens a minha qualidade", frisou o chefe de Estado turco, falando para o governante iraquiano.

Erdogan garantiu que as suas tropas continuarão a fazer "o que é necessário no Iraque".

O Governo turco sustenta que as suas tropas no país árabe atuam como instrutores das forças iraquianas e como oposição ativa aos 'jihadistas' do Daesh.

A Turquia tem soldados destacados na base de Bashika, cerca de 15 quilómetros a leste de Mossul, atualmente "a capital" do EI no Iraque.

O parlamento iraquiano aprovou na terça-feira uma resolução em que instava o Governo a "considerar as tropas turcas estacionadas dentro do território iraquiano como forças de ocupação e hostis" e pediu "a adoção das medidas necessárias" para "as expulsar do Iraque".

O Governo iraquiano já tinha protestado energicamente em dezembro de 2015 contra a presença das tropas turcas em Bashika.

Ancara retirou então parte dos tanques e tropas para o território próximo do Curdistão iraquiano autónomo.

Lusa

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