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Combates entre militares e homens armados em Myanmar fazem dez mortos

O exército de Myanmar anunciou ter matado dez homens armados esta quarta-feira em combates no Estado de Rakhin, região do oeste de Myanmar onde as tensões entre budistas e muçulmanos são muito fortes.

Os combates ocorreram na aldeia de Kyet Yoe Pyin, perto da cidade de Maungdaw, uma região em que vivem muitos membros da comunidade muçulmana Rohingya.

"Os soldados estavam a perseguir um grupo de homens quando eles começaram a atacá-los, disparando espingardas, utilizando bastões e facas", anunciou o exército em comunicado.

"Os atacantes bateram em retirada em direção ao noroeste quando os militares ripostaram. Dez cadáveres dos atacantes e uma espingarda foram encontrados", acrescentou.

Desde sábado, vários confrontos ocorreram perto de postos fronteiriços próximos do Bangladesh, onde homens armados não identificados abriram fogo sobre polícias.

Dezenas de pessoas morreram nestes atos de violência e nos combates com os militares que se seguiram, segundo a imprensa oficial.

Em 2012, confrontos entre comunidades no Estado de Rakhin fizeram mais de 200 mortos, nomeadamente muçulmanos.

Apátridas, os Rohingyas são encarados como imigrantes ilegais por muitos dos budistas, maioritários em Myanmar. Eles não têm acesso a cuidados de saúde, ao mercado de trabalho, à escolarização e não têm também liberdade de deslocação.

E são mais de 100.000 os Rohingyas que se amontoam ainda em campos para pessoas deslocadas nesta região, desde o início da violência.

Para evitar qualquer escalada, as autoridades alargaram o horário do recolher obrigatório regional, agora em vigor das 19:00 às 06:00, e encerraram cerca de 400 escolas durante as duas próximas semanas.

Lusa

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