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MNE diz que Guterres interpreta os mais vulneráveis melhor do que ninguém

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, disse esta quinta-feira em Nova Iorque que o secretário-geral da ONU designado, António Guterres, "interpreta melhor do que ninguém, neste momento, as aspirações mas também as necessidades e o sofrimento dos mais vulneráveis."

"As Nações Unidas acabam de escolher para seu secretário-geral uma pessoa que interpreta melhor do que ninguém, neste momento, as aspirações mas também as necessidades e o sofrimento dos mais vulneráveis e que foi muito claro ao dizer ao que vem", disse Augusto Santos Silva, que participou na sessão da Assembleia-geral da ONU que aclamou António Guterres como 9.º secretário-geral da organização.

"Quando [António Guterres] diz 'o valor que me interessa é a dignidade humana' e 'o que é preciso cultivar mais eficazmente é a diplomacia da paz", está a dizer ao que vem", acrescentou.

No primeiro discurso na Assembleia-geral da ONU, após aclamação como novo líder das Nações Unidas, que iniciará funções em 1 de janeiro de 2017, António Guterres repetiu as duas palavras que resumem o que sentiu quando soube da decisão tomada pelo Conselho de Segurança de o indicar para liderar a organização internacional: "gratidão e humildade".

Mas agora juntou-lhe "um profundo sentido de responsabilidade", garantindo que não terá todas as respostas, nem imporá opiniões.

"O que posso dizer, como pessoa que conhece bem António Guterres e teve a honra de lidar de perto com ele, é que não se espera outra coisa do próximo secretário-geral além de liderança, independência e capacidade de ouvir todos e estar junto daqueles que estão em posição mais vulnerável", defendeu o ministro.

"Esse é o compromisso da vida dele. O compromisso que teve na carreira política nacional e, evidentemente, a sua marca nos dez anos como Alto-comissário para os Refugiados", acrescentou.

Santos Silva disse que o novo secretário-geral da ONU "foi muito claro em definir o tópico fundamental da sua agenda: a diplomacia para a paz" e que "definiu claramente quais eram os interesses de que era porta-voz, que são os interesses das populações, dos povos, e não os interesses das grandes potências e muito menos da estrutura interna das Nações Unidas."

O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou ainda um ponto comum em todos os discursos que antecederam a primeira apresentação de António Guterres como secretário-geral designado: "A enorme unidade que se formou no âmbito da Assembleia-geral e no âmbito do Conselho de Segurança à volta da sua candidatura."

Lusa

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