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Rússia oferece-se para garantir retirada segura de rebeldes de Alepo

A Rússia ofereceu-se esta quinta-feira para garantir a retirada segura dos rebeldes de Alepo, mas manteve os bombardeamentos de apoio à ofensiva das forças sírias contra a parte da cidade controlada por forças da oposição.

"Estamos prontos para garantir uma retirada segura dos rebeldes, com as suas armas, a livre passagem dos civis de e para a parte leste de Alepo e a entrega de ajuda humanitária", disse o general russo Serguei Rudskoi numa conferência de imprensa.

O responsável militar acrescentou em seguida estar disposto a "discutir qualquer iniciativa ou sugestão".

As forças militares russas tinham anunciado, no final de julho, a abertura de quatro corredores humanitários em volta de Alepo, segunda maior cidade da Síria, além de pontos de saída preexistentes.

Esses corredores, segundo Moscovo, permitiram na altura a saída de 169 civis e a rendição de 69 combatentes.

A nova proposta russa é feita a dois dias de conversações sobre a Síria, sábado em Lausanne, entre russos, norte-americanos e representantes de países da região.

A reunião será a primeira entre os chefes das diplomacias da Rússia e dos Estados Unidos, Serguei Lavrov e John Kerry, desde o anúncio por Washington, no início de outubro, do congelamento das negociações bilaterais devido ao fracasso do cessar-fogo negociado entre os dois países.

Um dia depois da reunião de Lausanne, no domingo, John Kerry vai a Londres para se reunir com "parceiros internacionais", uma provável referência às potências europeias aliadas dos Estados Unidos - Alemanha, França e Reino Unido.

Depois do fracasso do cessar-fogo na Síria, as forças do regime lançaram a 22 de setembro uma vasta ofensiva para expulsar os rebeldes que controlam a parte leste de Alepo.

Ao longo do dia de hoje, mais de duas dezenas de bombardeamentos visaram vários bairros rebeldes de Alepo, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que contabilizou a morte de pelo menos sete civis.

Na terça e na quarta-feira, segundo aquela organização não-governamental, foram mortos respetivamente 56 e 15 civis naquela parte da cidade.

A utilização de bombardeiros Su-24, disse o general russo, "permitiu garantir uma eficácia dos ataques de quase 100%".

Numa resposta indireta às acusações ocidentais de que a Rússia está a cometer "crimes de guerra" em Alepo, o general Rudskoi assegurou que "nenhum bombardeamento cego" foi conduzido pelas forças russas.

Lusa

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