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Cardeais contra a instalação de McDonald´s perto da Praça de S. Pedro

© Christian Hartmann / Reuters

A instalação do primeiro McDonald´s num edifício propriedade do Vaticano, perto da Praça de São Pedro, enfrenta a oposição de um grupo de cardeais, que se juntam a outros movimentos que se opõem à cadeia de "fast-food".

Enquanto os residentes da zona têm manifestado a sua estupefação pela eventualidade de a marca norte-americana se instalar tão perto da sede da Igreja Católica, vários cardeais - que vivem no edifício em questão - estão preocupados com questões mais práticas, noticiou hoje o jornal britânico Guardian.

Os cardeais queixaram-se que não foram consultados acerca do novo McDonald's e mostraram-se apreensivos quanto à possibilidade de terem de ajudar a pagar a reestruturação, destinada a adaptar o prédio ao funcionamento das cozinhas do restaurante de "fast-food".

O problema começou, escreve o Guardian, quando a Apsa - a agência da Santa Sé que gere o património imobiliário - avisou que tinha aceitado uma proposta do McDonald´s para arrendar o rés-do-chão do edifício em causa. A multinacional norte-americana terá feito uma proposta de várias "dezenas de milhares de euros", uma oferta muito superior a todas as outras.

O prédio dá para as vias Borgo Pio e Via del Mascherino, a poucos metros da Praça de São Pedro.

O Comité para a Proteção do Borgo foi o primeiro grupo a dar o alarme sobre o restaurante, afirmando que a cadeia norte-americana vai "distorcer a zona" e infligir "um golpe decisivo num animal já ferido", numa referência aos muitos mini-mercados e banquinhas que vendem pequenos artigos religiosos.

O local que albergaria o novo McDonald's tecnicamente não fica dentro das muralhas da Cidade do Vaticano. No entanto, está no centro da vida do Vaticano, num local em que muitos cardeais - incluindo o Papa Bento XVI, ainda antes de ser escolhido Sumo Pontífice - viveram. Também fica perto das casernas da Guarda Suíça.

Entre os cardeais que estão contra o novo restaurante contam-se Gianfranco Ravasi, Giuseppe Versaldi e Gilberto Agustoni.

Lusa

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