sicnot

Perfil

Mundo

Estudante e professor paquistaneses acusados de blasfémia por queimarem Alcorão

Um adolescente paquistanês, que alegadamente queimou páginas do Alcorão, e o seu professor de religião foram acusados de blasfémia e detidos.

O adolescente, estudante de uma escola corânica da região de Kasur, na província central do Punjab, terá sido visto por residentes a queimar páginas do livro sagrado muçulmano, disse à agência noticiosa France Presse (AFP) um responsável da polícia local Miraz Arif Rasheed.

Questionado sobre o que estava a fazer, o adolescente indicou que o professor tinha aconselhado o fogo como a melhor forma de destruir um exemplar usado do Alcorão.

Para os muçulmanos, o livro sagrado é a palavra de Deus transmitida ao profeta Maomé e cada exemplar é considerado sagrado, sendo necessário dispor dos livros usados respeitosamente.

Duas formas são consideradas aceitáveis: embrulhar o livro cuidadosamente com um pano antes de ser enterrado, ou colocar o exemplar usado em água corrente até que as letras desapareçam.

As leis que punem a blasfémia preveem uma pena de prisão perpétua por qualquer falta de respeito ao Alcorão.

Este comportamento é suscetível de desencadear reações violentas de multidões fanáticas. Na mesma localidade, uma multidão em fúria queimou um casal de cristãos em 2014, depois de terem sido vistos a deitar fora papéis velhos com inscrições que um vizinho analfabeto pensou serem do Alcorão.

"O estudante e o professor foram detidos" e incorrem "numa pena de prisão perpétua", indicou Rasheed.

Este caso ocorre um dia depois do Supremo Tribunal paquistanês ter adiado indefinidamente uma decisão sobre o último recurso de Asia Bibi, uma cristã mãe de família condenada à morte por blasfémia em 2010.

Acusada de ter insultado o profeta de Maomé, Asia Bibi tornou-se, em seis anos de batalha judiciária, num símbolos de deriva da lei antiblasfémia e vários defensores dos direitos humanos e o Vaticano exigiram a sua libertação.

Lusa

  • Vala comum com 6 mil corpos em Mossul
    1:43
  • A menina que os pais queriam chamar "Allah"

    Mundo

    ZalyKha Graceful Lorraina Allah tem 22 meses, anda não sabe ler nem escrever mas já está no centro de um processo judicial contra o Estado da Georgia, nos EUA. Os pais, Elizabeth Handy e Bilal Walk, apoiados por uma ONG, exigem na justiça que o nome seja reconhecido na certidão de nascimento para que a criança possa ser inscrita na escola, na segurança social ou nos registos e notoriado. O casal já tem um filho de 3 anos que se chama Masterful Mosirah Aly Allah.