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Governo admite enviar tropas para o Rio de Janeiro

O Governo brasileiro admite enviar tropas federais e militares para o Estado do Rio de Janeiro, a pedido das autoridades locais, e está a preparar um plano de segurança para a região, segundo o ministro da Defesa.

© Bruno Kelly / Reuters

"Estamos a analisar com outros órgãos e ministérios a resposta a ser dada, mas o presidente (Michel) Temer permitiu-nos antecipar a informação de que sim, vamos procurar, de alguma forma, apoiar os esforços do Rio de Janeiro no que diz respeito à segurança", afirmou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, citado pela Agência Brasil.

Segundo o governante, que falava aos jornalistas após a 13.ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, dados como a dimensão do contingente e o início das atividades ainda estão a ser discutidos com as autoridades estaduais.

Na quinta-feira, o demissionário secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu a ajuda de órgãos federais para controlar áreas com problemas, reconhecendo limitações no projeto das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

José Mariano Beltrame, criador do plano de pacificação das favelas, pediu a demissão na terça-feira passada, depois de confrontos na favela do Pavão-Pavãozinho em que morreram três pessoas.

O ministro da Defesa acrescentou que o Rio de Janeiro está no "topo das preocupações" do executivo e terá destaque num plano de segurança sob coordenação do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O ministro da Defesa foi convocado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia, para debater um plano de emergência de segurança pública do Brasil.

"A discussão de um plano emergencial para a área de segurança faz-se extremamente necessária. A ideia é atribuir responsabilidades e metas para cada um dos participantes", adiantou.

A primeira reunião, que terá lugar a 28 de outubro, contará com representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, do Gabinete de Segurança Institucional e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Lusa

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