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Zeinab no corredor da morte, Amistia e HRW alertam para caso da jovem iraniana

Zeinab Sekaanvand tem 22 anos e foi condenada à morte no Irão. A sua execução foi adiada, mas desde 13 de outubro que pode acontecer a qualquer momento. A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch estão a enveredar todos os esforços para evitar a morte desta jovem mulher. Vítima de um processo injusto, Zeinab viu a sua execução adiada por estar grávida, mas perdeu o bebé poucos dias antes da data prevista para o parto.

De uma família curda, com muito poucos recursos, fugiu de casa aos 15 anos para casar com um jovem quatro anos mais velho. Depositou em Hossein Sarmadi a esperança de uma vida melhor, mas o marido acabou por transformar o seu quotidiano num inferno.

Zeinab pediu insistentemente o divórcio e tentou tudo para escapar às agressões frequentes. As queixas às autoridades não surtiram qualquer efeito. De acordo com as organizações de direitos humanos, a polícia nem sequer investigou o caso.

Foi detida em 2012, tinha na altura 17 anos. A polícia encontrou Hossein morto e afirma que Zeinab confessou o crime. Os primeiros 20 dias de detenção foram passados numa esquadra de polícia, onde foi agredida e torturada pelos agentes, segundo a Amnistia Internacional.

Na última sessão do julgamento, durante o qual nunca contou com o apoio judicial ou familiar, Zeinab recusou a autoria do crime, mas a Amnistia refere que acabou por ser forçada a confessar o homicídio. Em outubro de 2014 foi condenada à morte por enforcamento.

Na prisão, voltou a casar e engravidou. A execução foi adiada devido à sua condição, mas no mês passado, a poucos dias do nascimento, perdeu o bebé.

De acordo com os médicos, o aborto aconteceu porque Zeinab entrou em estado de choque quando a sua amiga e colega de cela foi condenada à morte por enforcamento. Este é também o destino que enfrenta Zeinab, a menos que as organizações de direitos humanos e a diplomacia internacional consigam impedir a execução.

  • Marcelo Rebelo de Sousa avisou que depois das autárquicas viria um novo ciclo. A lógica levou-nos a assumir que estava a falar do PSD, mas hoje, olhando para a situação política, devemos também incluir nessa previsão a “geringonça” e os seus equilíbrios. Não acredito que as coisas mudem até às legislativas, mas as contas só se fazem depois dos votos das autárquicas. Até lá, o tom de voz das esquerdas vai engrossar.

    Bernardo Ferrão

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