sicnot

Perfil

Mundo

Eleições no Haiti marcadas para 20 de novembro

O Haiti deverá realizar as eleições presidenciais e legislativas, que tinham sido adiadas pela passagem do furacão Matthew, no próximo dia 20 de novembro, seguidas de uma segunda volta a 29 de janeiro, disse esta sexta-feira o conselho eleitoral provisório.

© Vincent West / Reuters

Os cidadãos do Haiti deviam ter votado na semana passada, mas as eleições foram adiadas devido à devastação causada pelo furacão Matthew.

Pelo menos 473 pessoas morreram quando o furacão de categoria quatro atingiu o país a 04 de outubro, com ventos de 230 quilómetros por hora.

Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que pelo menos 1,4 milhões de pessoas precisam de ajuda no Haiti após a passagem do furacão Matthew.

Já em 2015, as eleições no país tinham sido canceladas devido à violência e denúncias de fraude, deixando o país suspenso numa crise política desde então.

O presidente do conselho eleitoral provisório, Leopold Berlanger, tinha dito que os vários partidos interessados iriam manter conversações antes de anunciar uma nova data.

O Haiti vive uma crise política desde a primeira volta das presidenciais em outubro de 2015, que desencadearam protestos.

As autoridades eleitorais concluíram que houve fraudes e cancelaram os resultados eleitorais.

Os candidatos estão na corrida para substituir o último Presidente, Michel Martelly, que deixou o cargo em fevereiro, sem substituto.

O Parlamento, entretanto, elegeu o presidente interino, Jocelerme Privert, mas tecnicamente o seu mandato de 120 dias expirou em junho.

Entre a agitação política, a população do Haiti está ainda a braços com a pobreza crónica e com uma série de problemas de saúde pública.

A nação mais pobre da América, com uma população de 11 milhões de pessoas, tem lutado para recuperar do devastador terramoto em 2010, mas milhares de pessoas ainda vivem em tendas.

A cólera já matou mais de 10.000 pessoas e afetou cerca de 700.000 desde o surto de 2010, com 500 novos casos reportados semanalmente.

Lusa

  • "É mais um notável tiro no pé de Passos Coelho"
    4:04

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite, a polémica em torno de Pedro Passos Coelho, depois do presidente do PSD ter pedido desculpas por ter "usado informação não confirmada", ao falar na existência de suicídios, depois desmentidos, como consequência da falta de apoio psicológico na tragédia de Pedrógão Grande. Sousa Tavares considera que Passos Coelho deu "mais um tiro no pé" e defende que o líder da oposição "está notoriamente desgastado" e "caminha para uma tragédia eleitoral autárquica".

    Miguel Sousa Tavares

  • Este texto é sobre o bom senso. O bom senso que faltou a Passos Coelho quando, esta manhã, depois de uma visita pelas áreas ardidas de Pedrógão Grande, decidiu falar em suicídios. Passos não se referiu a tentativas, mas sim a atos consumados. Deu certezas. Disse que tinha conhecimento de “pessoas que puseram termo à vida” porque “que não receberam o apoio psicológico que deviam.”

    Bernardo Ferrão

  • Simplex+2017 promete simplificar burocracia
    1:08

    País

    Já está online o novo Simplex+2017, que vai simplificar a vida dos cidadãos, empresas e administração pública. Pagar impostos com cartão de crédito e ter o cartão de cidadão ou a carta de condução no telemóvel são alguns exemplos do que está previsto.

  • Homem fala ao telefone com o filho que pensava estar morto

    Mundo

    Um norte-americano que tinha estado presente no funeral do filho recebeu, 11 dias depois, uma chamada telefónica de um homem que o pôs em contacto... com o filho que havia enterrado semana e meia antes. Tudo por causa de um erro do gabinete de medicina legal.