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Túmulos maias revelam pistas sobre Dinastia da Serpente

Arquivo Reuters

Arqueólogos na Guatemala desenterraram dois túmulos maias que escaparam "miraculosamente" aos saqueadores, por debaixo de duas pirâmides maias. Os cientistas acreditam que há novas pistas sobre a Dinastia da Serpente.

Os túmulos foram encontrados nas ruínas de Holmul, a norte da Cidade da Guatemala, e datam de 650/700 AD, a era do domínio Maia. Dentro dos túmulos estava um artefacto ao qual os arqueólogos chamam de "reis serpentes". Foi também encontrado num deles o esqueleto de uma pessoa de meia idade cujos dentes tinham incrustações de pedras jade - um costume da realeza maia.

"Podia ser alguém prisioneiro de guerra", explicou ao The Guardiam Estrada-Belli, um dos arqueólogos.

No outro túmulo, numa outra pirâmide, foram encontrados mais restos mortais de uma pessoa de meia idade, ofertas em cerâmica, entre elas um colar, com o nome de um "rei serpente".

"Parece muito a Guerra dos Tronos ou a Europa medieval", avança o arqueólogo.

A Dinastia da Serpente era uma família que liderou o império maia há 1300 anos e usava um emblema de cabeça de cobra como símbolo. Recentes investigações mostraram a existência de conflitos internos entre os reis serpente, alguns semelhantes a guerras civis.

As descobertas, acreditam os arqueólogos, podem ajudar a compreender a forma política como se organizavam e como as civilizações antigas tentavam erradicar os seus rivais.

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