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Obama avisa que reconquista de Mossul "será uma batalha difícil"

Pablo Martinez Monsivais

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou esta terça-feira que a ofensiva para reconquistar a cidade de Mossul, o último grande reduto dos jihadistas do Daesh no Iraque, será "uma batalha difícil".

"Mossul será uma batalha difícil. Haverá avanços e recuos", alertou o chefe de Estado norte-americano numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi, nos jardins da Casa Branca, em Washington.

"Estou convencido que o Daesh será derrotado em Mossul e que isso vai marcar um novo passo para a sua destruição total", frisou Obama, acrescentando que o início da ofensiva para libertar Mossul é "um grande passo em frente".

O Presidente norte-americano salientou ainda a necessidade de garantir a segurança dos civis que vivem em Mossul, a segunda principal cidade do Iraque.

"Ainda há talvez um milhão de pessoas que vivem lá", recordou Obama.

"A par de eliminar o Daesh, vamos estar concentrados na segurança e na ajuda humanitária para os civis que escaparam aos combates, será uma prioridade para os dois governos", prosseguiu.

O governo do Iraque anunciou na segunda-feira uma operação militar das forças iraquianas, apoiadas pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, para recuperar Mossul (norte), cidade tomada pelos jihadistas em junho de 2014.

A ofensiva envolve cerca de 30.000 homens, a maior operação militar no Iraque desde a retirada das tropas norte-americanas em 2011.

Na quinta-feira está agendado para Paris um encontro sobre o futuro de Mossul por iniciativa do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, enquanto os 13 ministros da Defesa da coligação internacional, incluindo o norte-americano Ashton Carter, se reúnem na terça-feira seguinte, também na capital francesa, para avaliar os progressos na frente militar.

Com Lusa

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