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Petição para salvar jovem iraniana condenada à morte

Zeinab Sekaanvand tinha apenas 15 anos quando saiu de casa para casar com Hossein Sarmadi, na esperança de uma vida melhor. O marido acabou por transformar o quotidiano da jovem iraniana num inferno. Vítima de maus tratos de Hossein, aos 17 anos enfrentou julgamento pela morte do marido, no qual foi injustamente considerada culpada. A Amnistia Internacional recolheu depoimentos que demonstram a injustiça do processo. A organização tem uma petição online para salvar a jovem iraniana.

O objetivo da Amnistia é chegar às 75.000 assinaturas, uma forma de apelar às autoridades iranianas para que retirem a condenação e repitam o julgamento de Zeinab Sekaanvand, com os procedimentos judiciais adequados e de acordo com a legislação aplicada aos cidadãos menores de idade.

A sua execução foi adiada, mas desde 13 de outubro que pode acontecer a qualquer momento.

Zeinab viu a sua execução adiada por estar grávida, mas perdeu o bebé poucos dias antes da data prevista para o parto.

A jovem iraniana tinha pedido insistentemente o divórcio e tentou tudo para escapar às agressões frequentes. As queixas às autoridades não surtiram qualquer efeito. De acordo com as organizações de direitos humanos, a polícia nem sequer investigou o caso.

Na última sessão do julgamento, durante o qual nunca contou com o apoio judicial ou familiar, Zeinab recusou a autoria do crime, mas a Amnistia refere que acabou por ser forçada a confessar o homicídio. Em outubro de 2014 foi condenada à morte por enforcamento.

Na prisão, voltou a casar e engravidou. A execução foi adiada devido à sua condição, mas no mês passado, a poucos dias do nascimento, perdeu o bebé.

De acordo com os médicos, o aborto aconteceu porque Zeinab entrou em estado de choque quando a sua amiga e colega de cela foi condenada à morte por enforcamento. Este é também o destino que enfrenta Zeinab, a menos que as organizações de direitos humanos e a diplomacia internacional consigam impedir a execução.

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