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WikiLeaks acusa Equador de cortar ligação à Internet de Assange a pedido de John Kerry

© Reuters

A WikiLeaks acusou hoje diretamente o Equador de ter cortado a ligação à Internet de Julian Assange, que está refugiado na embaixada equatoriana em Londres. Vai ainda mais longe garantido que foi o senador John Kerry quem fez o pedido ao Equador, de forma a impedir a publicação de mais documentos sobre Hillary Clinton.

"Estamos aptos a confirmar que o Equador cortou a ligação à Internet de Assange sábado às 17h00 GMT, pouco depois da publicação dos discursos de Hillary Clinton para a Goldman Sachs", publicou hoje a conta do Twitter da WikiLeaks.

Ontem a organização acusava "um Estado" de ser o responsável por esse corte, sem adiantar qual país seria.

Hoje publica vários "posts" em que afirma ainda que o senador John Kerry teve um encontro secreto com o Equador na Colômbia, à margem das negociações de paz com as FARC, a 26 de Setembro, em que fez o pedido para que Assange fosse impedido de publicar mais documentos sobre Clinton.

A WikiLeaks tem estado a divulgar documentos sobre Hillary Clinton e o Comité Democrata Nacional (DNC), em plena campanha para as eleições presidenciais norte-americanas. Os últimos que divulgou dizem respeito a mails do conselheiro de Clinton, John Podesta, e três discursos da senadora pagos pela Goldman Sachs.

A desconfiança sobre quem tem conseguido tais documentos para a WikiLeaks tem recaído sobre piratas informáticos russos, mas a ligação ainda não foi estabelecida.

Julian Assange está exilado na embaixada do Equador em Londres desde 2012 para evitar a extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes de natureza sexual. Assange receia ser entregue aos Estados Unidos, que o querem julgar pela revelação de informações confidenciais.

O Wikileaks tem divulgado milhares de documentos, entre os quais arquivos sobre a prisão de Guantánamo, as guerras do Iraque e do Afeganistão e documentos diplomáticos dos Estados Unidos.

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