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Observatório Sírio dos Direitos Humanos indica que há 50 mil deslocados em Alepo

reuters

Aumentou para 50 mil o número de pessoas que abandonaram as casas onde residiam em Alepo oriental, nos últimos quatro dias, para fugir à guerra, indicou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A organização não-governamental, com sede em Londres, referiu que mais de metade dos deslocados, da zona oriental da cidade síria de Alepo, dirigem-se para o bairro de Al Sheij Maqsud, que ainda é controlado pelas Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança curdo-árabe.

Segundo o observatório, os restantes deslocados estão a mudar-se para áreas reconquistadas pelas forças de Damasco.

A organização não-governamental referiu também que centenas de deslocados foram presos e interrogados pelas autoridades.

Apesar de a maior parte dos habitantes detidos terem sido libertados, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos sublinha que muitas pessoas encontram-se em paradeiro desconhedico.

Por outro lado, o Comité Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de 20 mil habitantes de Alepo fugiram dos locais de residência nas últimas 72 horas, em virtude da campanha militar das forças governamentais na cidade.

Na terça-feira, o responsável das Nações Unida para os Assuntos Humanitários, Stephen O'Brien, indicou que 16 mil civis que viviam na zona oriental de Alepo, conquistada pelo Exército sírio tentavam "desesperadamente" encontrar abrigo em locais mais seguros.

As forças governamentais sírias progrediram, nas últimas 24 horas, através dos bairros do sudoeste de Alepo, numa tentativa de proteger o aeroporto da cidade controlado pelos militares de Damasco.

Nos dias anteriores, a ofensiva governamental concentrou-se no noroeste da cidade, reconquistando posições de fações islâmicas e de grupos da oposição.

Até ao momento, o Exército da Síria reconquistou onze bairros de Alepo oriental.

Hoje, pelo menos 29 pessoas morreram durante os confrontos no norte de Alepo onde se registaram vários ataques da artilharia governamental assim como disparos de foguetes por parte de grupos rebeldes armados.

Por outro lado, o Comité Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de 20 mil habitantes de Alepo fugiram dos locais de residência nas últimas 72 horas, em virtude da campanha militar das forças governamentais na cidade.

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