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OEA apela à calma na Venezuela e ao Nicolás Maduro para abrir "canal humanitário"

© Marco Bello / Reuters

A Organização de Estados Americanos (OEA) apelou esta terça-feira à calma na Venezuela e ao Presidente Nicolás Maduro para que abra um "canal humanitário" perante a crise no país.

Em comunicado, a Secretaria Geral da OEA insta, com "carácter de urgência", o Governo venezuelano e demais atores políticos nacionais a alcançarem "acordos efetivos que brindem soluções na Venezuela".

Para a OEA, isso significa a "abertura sem demoras de um canal humanitário, soluções para o povo em matéria de alimentos e medicamentos, a restituição expedita do direito de votar e de eleger do povo".

O "fim da repressão e da violência contra as pessoas, a libertação de todos os presos políticos, a recuperação da independência dos poderes, incluindo a restituição dos poderes da Assembleia Nacional, um novo Tribunal Supremo de Justiça e um novo Conselho Nacional Eleitoral, o restabelecimento da paz social, o regresso à normalidade institucional e democrática no país e a prestação de contas de parte dos governantes sobre a sua responsabilidade política e judicial", são outras questões que a OEA considera como imprescindíveis.

O documento começa por explicar que a OEA expressa a sua solidariedade e vontade de apoiar o povo da Venezuela face à "recente onda de violência, saques e desespero motivada pelas medidas monetárias adotadas pelo Governo".

Lusa

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    Luís Marques Mendes