sicnot

Perfil

Mundo

Daesh ataca com morteiros e explosivos civis que fogem de Mosul, denuncia ONG

© Mohammed Salem / Reuters

O grupo radical Daesh atacou de forma "indiscriminada" e "deliberada" os civis que fogem da cidade iraquiana de Mosul com morteiros e explosivos, denunciou hoje a organização Human Rights Watch (HRW), de defesa dos Direitos Humanos.

Alguns civis explicaram à organização não-governamental (ONG) que o Daesh os atacou com o pretexto de que tinham rejeitado acompanhá-los às áreas de Mosul ainda controladas pelo grupo, ao temerem ser usados como escudos humanos.

Segundo estes testemunhos, citados num comunicado da HRW, os membros do Daesh ameaçaram-nos pessoalmente, por rádio ou usando os altifalantes das mesquitas, e disseram que considerariam "infiéis" e, portanto, inimigos os que se negassem a segui-los na retirada das zonas libertadas de Mosul.

© Azad Lashkari / Reuters

Entre um grupo de 50 residentes de Mosul, 31 habitantes que tinham abandonado a cidade do norte do Iraque e se refugiaram na região do Curdistão disseram à HRW terem presenciado 18 ataques do Daesh contra civis com morteiros, carros armadilhados, explosivos ou tiros de franco-atiradores.

Estes relatos corroboram informações do exército iraquiano, que denunciou que os radicais bombardearam indiscriminadamente os bairros libertados em Mosul, capital da província de Nínive e a cidade mais importante sob controlo do Daesh no Iraque.

Esta segunda-feira, as forças iraquianas encontraram os cadáveres de 15 pessoas num poço de água a 40 quilómetros a sul de Mosul, que se estima terem sido executados pelo Daesh.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU também alertou que os radicais mataram ou castigaram os civis que se negaram a colaborar com eles na batalha de Mosul contra as forças governamentais.

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • A fotografia que está a correr (e a impressionar) o Mundo

    Mundo

    A fotografia de uma cadela a carregar, na boca, o cadáver calcinado da cria está a comover o mundo. Entre as muitas fotografias que mostram o cenário causado pelos incêndios que devastaram a Galiza nos últimos dias, esta está a causar especial impacto. O registo é do fotógrafo Salvador Sas, da agência EFE. A imagem pode impressionar os mais sensíveis.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.