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Médicos sem Fronteiras denunciam condições de vida nos centros para migrantes na Líbia

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) denunciou hoje as "graves condições de vida" nos centros de detenção líbios, exprimindo a "sua oposição à detenção indefinida, arbitrária de migrantes, refugiados e requerentes de asilo".

"As pessoas vivem em condições inumanas, sem higiene, e apenas dispõem, em certas estruturas, de um espaço de meio metro quadrado", assinalou a MSF em comunicado.

"Nos centros de detenção faltam alimentos e as pessoas detidas não têm um acesso simples à água potável ou aos serviços de higiene", sublinha a organização internacional que fornece assistência, através de clínicas móveis, em sete centros para migrantes em Tripoli e na sua região.

A MSF insiste para que as autoridades líbias libertem as mulheres grávidas, as mulheres com recém-nascidos e jovens menores, e ainda as pessoas deficientes ou com graves problemas de saúde.

Cinco anos após a queda de Muammar Kadhafi, a Líbia está mergulhada no caos e o país tornou-se numa encruzilhada da imigração clandestina.

Dezenas de milhares de migrantes atravessam anualmente o Mediterrâneo a partir do oeste da Líbia e em direção a Itália, situada a 300 quilómetros de distância.

Desde abril de 2015 mais de 300.000 migrantes chegaram às costas italianas, e perto de 7.000 morreram ou desapareceram no Mediterrâneo.

Lusa

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