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China registou 66 mil mortos devido a acidentes no trabalho em 2015

A China registou 66 mil mortos devido a acidentes no trabalho, em 2015, informaram as autoridades chinesas, num ligeiro decréscimo face ao ano anterior, o que ilustra as precárias condições laborais na segunda maior economia mundial.

No total, o país asiático registou 282.000 acidentes de trabalho, no ano passado, segundo um comunicado difundido na quarta-feira pelo 'site' oficial da Assembleia Nacional Popular (ANP), o parlamento chinês.

Desde 2002, o número de vítimas mortais entre o operariado chinês recuou 50%, enquanto se registaram menos um milhão de acidentes.

A China continua, porém, a representar cerca de 20% das mortes no mundo, causadas por acidentes laborais, segundo a Organização Internacional do Trabalho.

Em 2015, o país registou 38 acidentes com mais de dez vítimas mortais ou danos acima dos 50 milhões de yuan (6,8 milhões de euros), refere o comunicado da ANP.

"Houve tendência para pôr ênfase no desenvolvimento e ignorar a segurança", afirmou Zhang Ping, vice-presidente do Comité Permanente da ANP.

Zhang menciona as minas de carvão e fábricas de aço como locais onde o controlo precário das condições de segurança resultou em acidentes.

A falta de reforço na aplicação da lei e regulações desatualizadas, ou mesmo contraditórias, explicam também os acidentes no trabalho, refere o comunicado.

O número de mortos em 2015 ficou ligeiramente abaixo da cifra registada no ano anterior - 68.061.

Houve também menos 8.000 acidentes.

Em 2016, a China registou vários acidentes industriais graves.

No início deste mês, explosões em duas minas de carvão na Mongólia Interior e na província de Heilongjiang, no nordeste do país, fizeram um total de 59 mortos.

Em 31 de outubro, 33 mineiros morreram também na sequência de uma explosão no município de Chongqing, sudoeste do país.

Lusa

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