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Esteve preso por engano durante 31 anos e recebe 72 euros de compensação

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Um norte-americano que esteve durante 31 anos preso por um crime que não cometeu exige ao Estado do Tennessee, de onde é natural, uma compensação de 1 milhão de dólares pelos anos de vida que perdeu. Até agora, tudo o que recebeu foram 75 (cerca de 72 euros).

A história começa a ser contada em 1977. Uma mulher, da cidade de Memphis, Estado do Tennessee, é violada em casa por dois assaltantes. Mais tarde, a vítima identifica um dos violadores como o seu vizinho Lawrence McKinney, que na altura tinha 22 anos.

O então jovem McKinney é, em 1978, condenado a 115 anos de prisão por violação e roubo.

É só 30 anos mais tarde, em 2008, que uma amostra de ADN prova a inocência de McKinney. É libertado em 2009 e o departamento judicial do Tennessee dá-lhe um cheque de 75 dólares para recomeçar a sua vida que, como não tinha documento de identificação na altura, só conseguiu levantar três meses depois.

Agora, já com 61 anos, Lawrence McKinney solicitou ao Governador do Tennessee que o exonerasse de todas as acusações, uma ação que poderia representar uma compensação financeira de 1 milhão de dólares. Uma solicitação que foi chumbada, por unanimidade, pelo departamento de Justiça do Estado.

Para justificar esta decisão, o Estado fala nas quase 100 alegadas infrações que McKinney cometeu enquanto esteve preso e defende mesmo que o homem terá confessado o assalto. Em sua defesa, Lawrence McKinney diz que os seus advogados na altura lhe disseram que teria de confessar algo se quisesse ter alguma hipótese de ser libertado mais cedo.

"Apesar de ter passado mais de metade da minha vida preso por um crime que não cometi, não estou amargurado nem furioso com ninguém, porque descobri o Senhor e estou com uma ótima esposa. Tudo o que quero é ser tratado corretamente depois de tudo o que aconteceu.", disse.

Lawrence McKinney ainda acredita num desfecho "justo" para a sua história.

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