sicnot

Perfil

Mundo

Donald Trump não deixa os seus negócios a 28 dias de entrar para a Casa Branca

Andrew Harnik

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, continua sem desvincular-se dos seus negócios multimilionários a 28 dias de ser investido, o que contraria uma promessa do próprio Trump e pode gerar conflitos de interesses.

O empresário nova-iorquino é dono de um consórcio empresarial multinacional, com interesses imobiliários em hotéis, 'resorts', campos de golfe, edifícios e urbanizações, bem como de um extenso 'portfolio' com investimentos financeiros em empresas dos mais variados setores.

Apesar de a lei não o obrigar a abandonar os seus negócios multimilionários, Donald Trump comprometeu-se a deixá-los de lado antes de entrar na Casa Branca, o que acontecerá no próximo dia 20 de janeiro. O milionário argumentou que queria fazê-lo para concentrar-se nas tarefas de governação e para evitar as suspeitas dos meios de comunicação norte-americanos.

Trump convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa a 15 de dezembro na qual, supostamente, iria anunciar que o seu consórcio empresarial passaria para as mãos dos seus filhos, Donald Junior e Eric, mas acabou por cancelar o evento, adiando-o para uma data a definir em janeiro.

Para já, ficou também a saber-se que Trump não vai cumprir a promessa de abandonar "completamente" todos os seus negócios, uma vez que, pelo menos, vai manter-se como produtor executivo do "reality show" The Apprentice, o programa televisivo que apresentou nos últimos dez anos e que fez aumentar ainda mais a sua já extensa fama nos Estados Unidos. O programa acabaria por ser o último trampolim para uma carreira política que só parou na Casa Branca.

Por outro lado, Trump tem recordado várias vezes que as leis não o obrigam a deixar os seus negócios, ao contrário do que acontece com o resto dos altos funcionários da Administração norte-americana.

O Presidente eleito lamentou esta sexta-feira que o seu filho Eric tenha decidido suspender as operações da sua fundação devido a um hipotético conflito de interesses com a presença do pai na Casa Branca.

"O meu maravilhoso filho Eric já não poderá angariar dinheiro para crianças com cancro devido a um possível conflito de interesses com a minha Presidência. Isto não é uma vergonha ridícula?", questionou Trump nas redes sociais.

"Ele adora estes miúdos, angariou milhões para eles e agora tem de parar. Resposta errada", realçou o milionário, levantando ainda mais dúvidas sobre o seu compromisso para com uma gestão transparente.

O dinheiro angariado pela fundação de Eric Trump vai quase na sua totalidade para os cofres do centro pediátrico de investigação St. Jude's Children's Research Hospital em Memphis (no Estado sulista do Tennessee). No entanto, o terceiro filho de Trump também financiava a fundação leiloando encontros com os membros da sua família.

Há poucos dias, a fundação pôs a leilão um café com Ivanka Trump, outra das filhas do magnata. O leilão foi suspenso quando as licitações alcançaram os 72 mil dólares, mas só depois de o The New York Times ter noticiado que a maioria dos licitadores tinha interesse em obter influência na Casa Branca.

Noutro tópico, os norte-americanos continuam à espera de ter acesso às declarações de impostos de Donald Trump. Ao não apresentar a declaração - que indica os seus interesses, os impostos que pagou e as receitas que teve, entre outros aspetos financeiros -- o milionário quebrou uma tradição de décadas entre os candidatos à Casa Branca.

Lusa

  • "Às vezes o senhor primeiro-ministro irrita-me um bocadinho"
    2:05

    País

    O Presidente da República disse esta quinta-feira de manhã que António Costa é "irritantemente otimista" por teimar em "ver violeta-rosa onde há roxo". Marcelo Rebelo de Sousa recordou ainda Mário Soares numa aula no Colégio Moderno, em Lisboa.

  • Montenegro nunca será candidato contra Passos
    0:50
  • Cientistas testam útero artificial em cordeiros prematuros

    Mundo

    Um grupo de cientistas desenvolveu um útero artificial - o Biobag - que se assemelha a uma bolsa de plástico e que ajuda no desenvolvimento de cordeiros prematuros. O método foi testado nestes animais mas os cientistas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos Estados Unidos, garantem que poderá vir a ser utilizado também em bebés que nascem prematuros.

  • Exame ao sangue descobre cancro um ano antes do reaparecimento

    Mundo

    Uma equipa de investigadores britânicos descobriu uma maneira de identificar o regresso do cancro, com um ano de antecedência. Através de um exame ao sangue, a equipa conseguiu identificar os primeiros sinais da doença, uma série de células invisíveis ao raio-X e à TAC. A descoberta pode vir a permitir tratar o cancro mais cedo e, como resultado, poderá aumentar as chances de o curar.

  • Casados há 69 anos, morrem de mãos dadas com 40 minutos de diferença

    Mundo

    Isaac Vatkin, de 91 anos, morreu cerca de 40 minutos depois de Teresa, de 89 anos, no passado sábado no Highland Park Hospital, no estado norte-americano Ilinóis. "Não queríamos que fossem embora, mas não podíamos pedir que partíssem de melhor maneira", afirmou o neto William Vatkin. O casal morreu no hospital poucos dias depois de celebrarem 69 anos de casados.

  • Trump cria linha de apoio a vítimas de "extraterrestres criminosos"

    Mundo

    Quando o Governo norte-americano usa o termo "extraterrestre criminoso", refere-se a alguém que não é cidadão dos Estados Unidos da América e que foi condenado por um crime. Quando a mesma expressão é usada pelos utilizadores do Twitter, o significado é completamente diferente. Os internautas pensam na série Ficheiros Secretos e em discos voadores. Por isso, o lançamento de uma linha telefónica, por parte da Casa Branca, para as vítimas de "extraterrestres criminosos" só podia dar em confusão.