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Washington inclui na sua lista negra económica diversos ministros sírios

Pablo Martinez Monsivais

Os Estados Unidos anunciaram esta sexta-feira a inclusão na sua lista negra económica de diversos ministros sírios, incluindo o responsável pelas Finanças Mamun Hamdan, e ainda responsáveis de um banco russo, por envolvimento nas "violências" cometidas pelo regime de Damasco.

O governador do banco central sírio Dureid Durgham, o ministro sírio do Petróleo Ali Ghanem e a companhia síria Cham Wings foram igualmente abrangidos pelas sanções do Departamento do Tesouro (equivalente ao Ministério das Finanças) norte-americano, que congelam os seus eventuais bens nos Estados Unidos e os isolam financeiramente.

O Tesouro também visou duas empresas controladas pelo milionário Rami Makhlouf, primo do Presidente Bashar al-Assad, incluído na lista negra norte-americana desde 2008.

As novas sanções foram anunciadas após o regime sírio ter anunciado na quinta-feira o controlo total da cidade de Alepo após uma intensa campanha de bombardeamentos, na sua mais significativa vitória militar desde o início da guerra em 2011 que já provocou mais de 310.000 mortos no país do Médio Oriente.

"Os ataques diários do governo de Bashar al-Assad dirigidos contra civis são condenáveis e o governo e seus colaboradores devem ser isolados e responder pelos seus atos bárbaros", afirmou Adam Szubin, subsecretário do Tesouro responsável pelas sanções financeiras.

Segundo as autoridades norte-americanas, as pessoas e empresas abrangidas por esta medida forneceram o seu apoio ao governo sírio, atuaram em seu nome ou facilitaram o programa de "armas de destruição em massa" que teria sido desenvolvido por Damasco.

Nos anos mais recentes, europeus e norte-americanos multiplicaram as sanções contra o regime de Bashar al-Assad, por ter reprimido um levantamento popular que degenerou num conflito em larga escala.

Lusa

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