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Ameaça de tufão nas Filipinas desloca milhares de pessoas

As autoridades filipinas começaram hoje a retirar milhares de pessoas e fecharam dezenas de portos devido à ameaça de que um forte tufão atinja a costa leste do país no dia de Natal, informou a agência France Presse (AFP).

Segundo a AFP, as previsões apontam para que, no domingo, o tufão "Nock-Ten" provoque ventos até cerca de 250 quilómetros por hora quando passar por Catanduanes, uma ilha remota com 250 mil habitantes na região de Bicol.

Na segunda-feira, espera-se que o tufão atinja Luzon, a principal ilha do país, incluindo a capital, Manila.

"A evacuação preventiva está em curso" em Catanduanes e em duas províncias próximas, disse à AFP Rachel Miranda, porta-voz do escritório de defesa civil na região de Bicol.

Os serviços meteorológicos das Filipinas emitiram um alerta devido à perspetiva de se formarem ondas de dois metros potencialmente mortíferas ao longo da costa, bem como para deslizamentos de terra e inundações devido a chuva forte.

Vários navios foram obrigados a permanecer nos portos e uma companhia aérea cancelou 18 voos de Natal de e para os aeroportos de Bicol.

"É triste não poder juntar-me aos meus pais para celebrar o Natal", afirmou Reagan Sumukit, um dos 500 passageiros de um ferry no Porto de Tabaco que ficaram em terra devido à ameaça do tufão.

Entre 15 e 20 tufões atingem todos os anos as Filipinas na época das chuvas, que começa em junho e termina em novembro.

O tufão mais poderoso e mortal que atingiu as Filipinas foi o Haiyan, que deixou 7.350 pessoas mortas ou desaparecidas e destruiu cidades inteiras em áreas densamente povoadas do centro das Filipinas, em novembro de 2013.

Lusa

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