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Presidente checo reitera recusa em acolher "migrantes muçulmanos"

© Rafael Marchante / Reuters

O Presidente checo, Milos Zeman, reiterou na sua mensagem de Natal difundida esta segunda-feira a sua recusa em acolher "migrantes muçulmanos" na República Checa e acusou a liderança da UE de "impotência e burocracia".

"Acolher migrantes muçulmanos, difíceis de integrar no nosso território, significaria criar um caldo de cultura (suscetível de provocar) eventuais ataques terroristas", afirmou Zeman na sua mensagem difundida por diversas cadeias televisivas.

"Hoje quase ninguém duvida de uma ligação entre a vaga migratória e os ataques terroristas", acrescentou Zeman, eleito para a chefia do Estado no início de 2013.

"Por esse motivo oponho-me à ideia pela qual seria bom acolher nos próximos dois anos no nosso território cerca de 6.200 migrantes através de uma designada base voluntária, que é quase o mesmo que quotas obrigatórias", acrescentou.

Zeman pronunciou-se antes por uma "ajuda aos migrantes no seu país de origem ou em países vizinhos", e ainda por um apoio à Itália e Grécia, países "que enfrentam a vaga migratória".

Na sua mensagem natalícia, o chefe de Estado checo também não deixou de fustigar a "atual direção da União Europeia (UE)", nomeadamente sobre a saída do Reino Unido da UE.

"A maior parte da responsabilidade (do Brexit) incumbe à atual direção da UE que é absolutamente impotente e burocrática, que está na origem do afastamento dos cidadãos das instituições da UE e que inclusive é incapaz de garantir uma tarefa fundamental, que é a sua, a proteção da fronteira exterior da UE", assinalou ainda o Presidente checo.

Lusa

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