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Recessão e divergências políticas provocam remodelação governamental na Argentina

© Agustin Marcarian / Reuters

O governo da Argentina anunciou esta segunda-feira a nomeação de uma nova equipa para a área das Finanças e Orçamento, para travar a recessão que afeta a terceira maior economia da América Latina e ultrapassar divergências políticas.

Na tutela da área económica desde a chegada ao poder do Presidente argentino, Mauricio Macri (centro-direita), em dezembro de 2015, o ministro das Finanças e do Orçamento, Alfonso Prat-Gay, viu-se forçado a deixar o cargo devido a divergências políticas.

"O Presidente pediu-lhe que se demitisse. É uma questão de divergências políticas", declarou o chefe do governo argentino, Marcos Peña, durante uma conferência de imprensa.

Alfonso Prat-Gay entrou em rutura com o presidente do Banco Central argentino, Federico Sturzenegger, a quem pediu para baixar as taxas de juros de forma a reativar a economia, numa altura em que a autoridade monetária mantém taxas elevadas para tentar conter a inflação.

Nicolas Dujovne, um reconhecido economista que recusou integrar o executivo há cerca de um ano, é apontado como o novo ministro das Finanças argentino.

Luis Caputo, até agora secretário para o Orçamento, deverá ser o ministro do Orçamento.

Desde o início do mandato de Macri, a dívida argentina passou de 42% para 53% do Produto Interno Bruto (PIB).

A recessão afeta todos os sectores da economia argentina, à exceção da agricultura.

Durante este ano, a Argentina iniciou reformas económicas, elogiadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), mas severas para a população em geral. No corrente ano, a taxa de inflação superou os 40%.

Para 2017, o governo de Buenos Aires prevê um crescimento anual na ordem dos 3%, mas os sinais de recuperação tardam a manifestar-se.

Lusa

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