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Descoberta espécie de primata que viveu há 37 milhões de anos

Investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miguel Crusafont descobriram perto de Lérida, Espanha, uma nova espécie de primata que viveu nos bosques que cobriam a Europa há 37 milhões de anos.

Esta nova espécie foi descoberta através mais de 120 restos recuperados perto da povoação de Sossís, um pequeno município da comarca de Pallars Jussà (Lérida, mais de 500 quilómetros a nordeste de Madrid).

A investigação foi publicada no Journal of human Evolution, uma revista de referência na paleontologia em relação à evolução dos primatas.

De acordo com o instituto, trata-se de um primata relativamente pequeno, denominado Microchoerus hookeri.

O sítio arqueológico de Sossís foi descoberto na década de 1940, durante a exploração de uma mina de lignite e, desde então, foram ali encontrados vários restos de mamíferos, entre os quais roedores, marsúpios, carnívoros primitivos, antepassados de cavalos e até quatro tipos diferentes de primatas (Adapis, Microchoerus, Nievesia e Pseudoloris).

Os fósseis que permitiram descobrir a nova espécie provêm de várias campanhas de escavação realizadas por 80 investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia (ICP) Miquel Crusafont.

Também foram analisadas peças recuperadas em meados do século passado pela equipa de Miguel Crusafont e que estavam distribuídas entre o ICP e o Museu de História Natural de Basileia, na Suíça, com o qual o paleontólogo colaborava habitualmente.

Como ocorre com todos os representantes do seu grupo, os restos fósseis do Microchoerus hookeri correspondem fundamentalmente a dentes isolados e fragmentos de mandíbulas. Raramente se encontram outros restos do esqueleto, já que são muito mais frágeis que os dentes.

No estudo foram analisados até 120 fósseis do Microchoerus, naquela que parece ser a maior amostra de restos deste género em Espanha.

Os representantes deste grupo caracterizam-se por apresentar incisivos superiores e inferiores grandes e caninos relativamente pequenos.

Mas as peças mais características são os molares, que apresentam uma série de dobras de esmalte muito complexos.

No caso dos Microchoerus hookeri, os dentes têm algumas características que não tinham sido encontradas em outras espécies do mesmo género, como a ausência a redução a medidas muito pequenas de algumas cúspides que aparecem muito desenvolvidas noutras espécies.

"Com base na morfologia dos dentes, interpretamos que tinha uma alimentação à base de fruta e resina", explicou Raef Minwer-Barakat, autor principal do estudo.

Os investigadores creem que eram animais noturnos, arborícolas, com habilidades para o salto e pequenos, com um peso entre 500 e 800 gramas.

Em futuras investigações, espera-se que sejam encontrados restos do esqueleto que contribuam para melhorar o conhecimento da espécie.

Lusa

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