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Cessar-fogo na Síria respeitado em 90% das zonas incluídas na trégua

© Khalil Ashawi / Reuters

O cessar-fogo que entrou esta sexta-feira em vigor na Síria entre as forças leais ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, e as fações rebeldes está a ser respeitado em 90% das zonas incluídas na trégua.

A informação foi avançada esta sexta-feira pelo diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdelrahman, em declarações à agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo Rami Abdelrahman, cerca de 20 horas depois do início do cessar-fogo, que começou às 00:00 locais de sexta-feira (22:00 de quinta-feira hora de Lisboa), a calma prevalece na maioria das zonas em que existem forças da oposição armadas.

O OSDH registou violações do cessar-fogo por parte dos rebeldes na província de Deraa (região sul da Síria). Em relação às forças leais ao regime sírio, a organização não-governamental (ONG) indicou que foram verificadas violações da trégua nas províncias de Damasco, Hama e Idleb.

Na localidade de maioria cristã de Jabab, a norte de Deraa e sob o controlo das autoridades sírias, várias pessoas ficaram feridas na sequência de tiros de morteiro disparados por grupos rebeldes.

Num comunicado, o Observatório precisou que uma das vítimas está em estado grave.

A ONG relatou ainda bombardeamentos do exército sírio visando zonas do norte da província de Hama e no sul da região de Alepo, mas também na zona do vale do rio Barada, na província de Damasco.

As autoridades sírias não se pronunciaram sobre estes ataques, nem denunciaram, até ao momento, qualquer incumprimento do acordo de cessar-fogo por parte das fações rebeldes.

Segundo o OSDH, a primeira morte de um civil após o início do cessar-fogo ocorreu numa zona rebelde na periferia da capital síria, Damasco. A vítima, um homem, foi morta por um franco-atirador.

O cessar-fogo acordado na Síria entre o regime e a oposição e mediado pela Rússia e a Turquia tem como objetivo preparar o caminho para uma nova ronda de negociações de paz prevista para finais de janeiro em Astana, capital do Cazaquistão.

Lusa

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