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Ex-ministro da Coreia do Sul preso no caso de corrupção que levou à destituição da Presidente

O ex-ministro da Saúde da Coreia do Sul Moon Hyung-Pyo ficou hoje em prisão preventiva no âmbito do caso de corrupção que levou à destituição da Presidente do país, Park Geun-Hye.

Moon Hyung-Pyo reconheceu que quando era ministro (entre dezembro de 2013 e agosto de 2015) pressionou o serviço nacional de pensões para apoiar uma fusão entre duas filiais da Samsung, apesar de a participação do fundo em uma das empresas ter perdido centenas de milhões de dólares em valor.

O ex-ministro estava atualmente à frente do serviço nacional de pensões da Coreia do Sul e o juiz decidiu que ficará em prisão preventiva, depois de ter sido ouvido pelas autoridades, tal como pedia o Ministério Público.

O parlamento, controlado pela oposição, aprovou a destituição da Presidente a 09 de dezembro, decisão que terá de ser ratificada, num prazo de seis meses, pelo Tribunal Constitucional.

Os seus poderes presidenciais estão suspensos, com o primeiro-ministro a liderar o Governo.

O Ministério Público acusou Park de conluio com uma amiga para extorquir dinheiro e favores de algumas das maiores empresas do país, e de permitir que essa amiga, Choi Soon-sil, manipulasse assuntos de Estado.

A Samsung, o maior grupo empresarial do país, está sob suspeita de que deu dinheiro a Choi Soon-sil no sentido de ganhar o apoio do Governo para a fusão, a qual era crucial para o herdeiro da empresa, Lee Jae-yong. A operação ajudou Lee, neto do fundador da Samsung e vice-presidente da Samsung Electronics, a fortalecer o seu controlo sobre a 'joia da coroa' do grupo, sem gastar o seu próprio dinheiro.

A Samsung deu 77,4 mil milhões de won (61,2 milhões de euros) a duas organizações sem fins lucrativos alegadamente controladas por Choi Soon-sil e utilizadas para expandir a sua riqueza pessoal.

Lee pediu desculpa por usar fundos empresariais para comprar um cavalo para a filha de Choi, Yoora Chung, uma atleta equestre, mas negou que a Samsung tenha procurado obter favores de Choi Soon-sil ou da administração de Park Geun-hye.

Os investigadores estão à procura de Chung, que se acredita estar na Alemanha.

Também há dúvidas relativamente às razões pelas quais a Samsung patrocinou financeiramente um centro desportivo de inverno gerido pela sobrinha de Choi, igualmente detida.

Lusa

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