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EUA saúdam "avanço significativo para uma paz duradoura" em Moçambique

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique.

© Carlo Allegri / Reuters

Os Estados Unidos saudaram esta terça-feira o anúncio do prolongamento de uma trégua em Moçambique, que consideram "um avanço significativo para uma paz duradoura", e elogiaram a coragem do Presidente moçambicano e do líder da Renamo.

"A corajosa liderança demonstrada pelo Presidente Filipe Nyusi e pelo líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, ao darem este passo representa um avanço significativo para uma paz duradoura", considera um comunicado da Embaixada norte-americana em Maputo, esperando que a extensão da trégua "se torne permanente".

A representação dos Estados Unidos manifesta igualmente a a esperança de que, "com base nesta conquista", Governo e Renamo "possam demonstrar coragem igual na resolução das diferenças políticas" e estabelecer "uma paz permanente e a base democrática necessária para o desenvolvimento socioeconómico de todos os moçambicanos".

O líder da Renamo anunciou hoje o prolongamento por sessenta dias da trégua temporária declarada há uma semana, para dar tranquilidade às negociações de paz em Moçambique.

"Esta trégua ou prorrogação é para criarmos um ambiente favorável para podermos assegurar o diálogo aí em Maputo. Isto é, tranquiliza ambos os lados, Renamo e o Governo de Moçambique, para que as coisas possam correr bem. E, por outro lado, oferecer a paz aos moçambicanos", afirmou Dhlakama, em declarações por telefone aos jornalistas reunidos na sede nacional do maior partido de oposição, na capital do país.

O anúncio de Afonso Dhlakama surge um dia após ter mantido uma conversa por telefone com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para fazer o balanço da trégua de uma semana, declarada pelo líder da Renamo a 27 de dezembro.

Dhlakama recordou hoje que, há uma semana, já tinha admitido a possibilidade de prolongar a trégua se tudo corresse bem.

"De facto, correu bem", afirmou, apesar de "alguns pequenos incidentes".

O líder da Renamo reiterou que a mediação internacional nas negociações de paz "vai manter-se" e que o modelo das conversações incluirá um grupo, dentro da comissão mista, para tratar do processo da descentralização e do pacote eleitoral, com dois membros indicados por cada parte e um especialista escolhido por consenso em assuntos constitucionais.

"O outro grupo vai tratar das questões da política de defesa e segurança, isto é, as forças armadas, para além da discussão da nomeação dos governadores (provinciais), do SISE (Serviços de Informação e Segurança do Estado) e outras questões", referiu.

O centro e norte de Moçambique estão a ser assolados há mais de um ano pela violência militar, na sequência da recusa da Renamo em aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, exigindo governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Lusa

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