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Grupo pró-marijuana quer distribuir milhares de charros na posse de Trump

© CHRIS KEANE / Reuters

Um grupo que defende a legalização da marijuana nos Estados Unidos está a planear distribuir milhares de charros durante a cerimónia de tomada de posse do presidente eleito, Donald Trump, em Washington a 20 de janeiro.

A organização pró-marijuana DCMJ vai começar a distribuir 4.200 charros (cigarros de cannabis) às 08:00 de 20 de janeiro na zona oeste de Dupont Circle, um bairro central de Washington. Os participantes no protesto vão depois fazer uma marcha até ao National Mall, um parque que agrega dois espaços verdes - o West Potomac Park e o Constitution Gardens - e a área entre o Memorial de Lincoln e o Capitólio dos Estados Unidos.

A DCMJ está a pedir às pessoas que vão aderir ao protesto que acendam os charros ao mesmo tempo, aos quatro minutos e 20 segundos do discurso de Donald Trump.

Um dos responsáveis da DCMJ, Adam Eidinger, afirmou que é legal distribuir cigarros de marijuana desde que esta seja feita em território do District of Columbia (D.C.). Para preparar as cerimónias de tomada de posse, a presidência dos Estados Unidos encarrega um comité de assinalar que terrenos (neste caso da cidade de Washington D.C.) vão ser usados e que, consequentemente, passam a ser considerados território federal.

Nas cerimónias de tomada de posse de Barack Obama, em 2009 e 2013, o comité presidencial reservou (como território federal) todo o Memorial Lincoln, o espelho de água em frente ao Monumento Lincoln e grandes áreas do National Mall. Também foram "requisitados" o Parque Lafayette, nas imediações da Casa Branca, e o Parque Ellipse, em frente à Casa Branca.

Os manifestantes terão de levar em consideração que terrenos são federais porque nos Estados Unidos pode-se ser preso por fumar marijuana nestes locais.

Adam Eidinger explicou que a DCMJ quer enviar a mensagem ao governo federal para que legalize o uso de cannabis.

Os defensores do uso da marijuana estão preocupados com a nomeação do senador Jeff Sessions, do Alabama, como Procurador-Geral (na prática o ministro da Justiça norte-americano), uma vez que Sessions tem um historial de oposição à legalização desta droga.

Lusa

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