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Israel condena funcionário da ONU a sete meses de prisão por ajudar o Hamas

© Baz Ratner / Reuters

Um tribunal de Israel condenou esta quarta-feira um funcionário palestiniano da ONU a sete meses de prisão por ter ajudado o movimento radical islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, informou o seu advogado.

A detenção, em julho, de Wahid Borsh, um engenheiro que trabalha para o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), suscitou polémica e levou as Nações Unidas a manifestar a sua preocupação e a anunciar um inquérito interno.

Esta quarta-feira, um tribunal israelita considerou Borsh, 38 anos, culpado de ter "involuntariamente prestado serviços a uma organização ilegal", o Hamas, que Israel considera uma "organização terrorista", segundo a sua advogada, Leah Tsemel.

Contando o tempo que já cumpriu, Borsh deve ser libertado a 12 de janeiro.

A sentença baseou-se num acordo, confirmado pelo Ministério da Justiça israelita, o qual prevê um período de liberdade condicional de oito meses.

Borsh, engenheiro a trabalhar com o PNUD desde 2003 na demolição de edifícios destruídos nos sucessivos conflitos na Faixa de Gaza, foi acusado "de ter usado o cargo para fornecer assistência material às atividades terroristas e militares do Hamas".

Em 2015, segundo Israel, Borsh participou na construção, com recursos do PNUD, de um molhe para as atividades navais do Hamas, intervindo junto do PNUD para que fosse dada prioridade, nos projetos de reabilitação, a zonas habitadas por membros do Hamas.

A advogada frisou no entanto hoje que o cliente foi condenado por "ajudar involuntariamente" os islamitas "movimentando escombros".

"A acusação argumentou que (Borsch) devia ter verificado se isto podia beneficiar o Hamas", disse Tsemel.

Lusa

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