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ONU considera "crime de guerra" privação de água potável à população de Damasco

© Bassam Khabieh / Reuters

A ONU definiu esta quinta-feira como "crime de guerra" a privação de água potável em Damasco que afeta 5,5 milhões de pessoas, devido aos combates que opõe o regime sírio aos grupos rebeldes.

O chefe do grupo de trabalho da ONU sobre ajuda humanitária na Síria, Jan Egeland, disse, em conferência de imprensa em Genebra, que é, no entanto, difícil saber qual o campo responsável por esta situação.

"Apenas em Damasco, 5,5 milhões de pessoas viram o seu abastecimento de água cortado ou substancialmente reduzido porque as nascentes de Wadi Barada (...) estão inutilizadas devido aos combates ou atos de sabotagem, ou aos dois", disse.

Até ao momento, a ONU calculava em quatro milhões o número de habitantes da capital e arredores afetados pelos cortes no abastecimento de água desde 22 de dezembro.

"Queremos lá ir, investigar sobre o que se passou, mas antes de tudo, pretendemos restabelecer a água", prosseguiu.

Egeland sublinhou que "a sabotagem e privação de água são evidentemente um crime de guerra, porque são os civis que a bebem e são os civis que serão afetados por doenças se (a água) não for restabelecida".

Situada 15 quilómetros a norte de Damasco, Wadi Barada constitui um setor chave dos rebeldes onde se encontram as principais fontes de abastecimento de água potável da capital e arredores.

O regime acusa os rebeldes de "contaminarem com gasóleo" as reservas de água e de interromperem as redes de abastecimento em direção a Damasco. Os grupos rebeldes afirmam que os bombardeamentos da aviação síria e aliados destruíram a rede.

O enviado especial da ONU para a Síria, Stefan de Mistura, congratulou-se com as negociações de paz agendadas para 23 de janeiro em Astana, capital do Cazaquistão, sob a égide da Rússia e Turquia.

"Pensamos que todos os esforços que consolidem (...) o fim das hostilidades e contribuam para preparar as discussões (sob a égide da ONU) em Genebra em fevereiro são certamente bem-vindas", disse aos jornalistas.

"Temos a intenção de participar (...) e de contribuir", acrescentou De Mistura, que já fixou a data de 8 de fevereiro para o reinício das conversações de paz inter-sírias em Genebra.

Lusa

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