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China anuncia investimento de 345 mil milhões para promover energias renováveis

© REUTERS FILE PHOTO / Reuters

O Conselho de Estado chinês aprovou o investimento de 365.000 milhões de dólares (345.000 milhões de euros) para projetos de energias renováveis, no âmbito de um novo plano para combater a poluição, informou esta sexta-feira a imprensa chinesa.

Esta iniciativa vai criar mais de 13 milhões de empregos, segundo os cálculos do Governo, que aprovou na quinta-feira este plano até 2020 para renovar o modelo de produção energética do país através da poupança de energia e redução das emissões.

O documento, divulgado na madrugada desta sexta-feira, estabelece para 2020 um limite de consumo de energia equivalente a 5.000 milhões de toneladas de carvão, um valor que se traduz numa redução de 15% do consumo energético por unidade do PIB até este ano.

Atualmente, o carvão é a principal fonte de energia utilizada na China e representa até 64% do consumo energético do país, segundo dados de 2015.

Para alcançar estes objetivos, além da redução do uso de carvão, o Conselho de Estado (órgão executivo) propôs medidas como o aumento do controlo de emissões nocivas e maior apoio às políticas de financiamento.

A organização ecologista Greenpeace saudou o plano, afirmando que "coloca a China no bom caminho para a transição energética", apesar de defender que é necessária "uma maior expansão da energia renovável" e um "maior ímpeto na redução das emissões" a favor de fontes de energia mais limpas.

O final de dezembro e início de janeiro estão marcados pela elevada poluição no centro e norte da China, com cerca de uma centena de cidades com diferentes níveis de alertas devida à má qualidade do ar.

Em Pequim, as autoridades estenderam o alerta laranja (segundo mais elevado) até sábado.

Os níveis de concentração na capital das partículas PM 2.5 - as mais prejudiciais para a saúde - atingiram esta sexta-feira às 11:00 (03:00 em Lisboa) 343 microgramas por metro cúbico, 14 vezes mais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Lusa

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